Na cadeia de Supply Chain, Internet das Coisas vai aperfeiçoar gestão de frotas e distribuição de produtos

publicado 13/03/2015 15h46, última modificação 13/03/2015 15h46
São Paulo – Sensores em produtos, carros e fábricas vão gerar mais dados e agilizar processos
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A tecnologia de produtos tecnologicamente conectados pela Internet das Coisas (também conhecido pela sigla em inglês IoT) está chegando na cadeia de Supply Chain. Entre as possibilidades abertas pela tecnologia, Amri Tarsis, diretor comercial e de Internet das Coisas da Cisco para a América Latina, fala em otimização da gestão de frotas e distribuição de produtos.

“Os sensores que serão acoplados em produtos, veículos e plantas industriais vão gerar informações que, juntas, serão transformadas em análises que identificarão perdas e recomendarão os melhores processos”, afirma Tarsis, no comitê de Logística da Amcham – São Paulo, na sexta-feira (13/3).

Ou seja, o mundo físico ficará cada vez mais conectado com o virtual. E a etapa inicial da IoT é a instalação de sensores inteligentes nas fábricas e veículos de transporte, movimento liderado pelas grandes companhias. Com informações em tempo real mais precisas, a gestão de inventário ficará mais eficiente. A identificação de perdas com armazenamento vai ganhar agilidade, assim como a alocação de produtos para os mercados mais críticos.

Na gestão de frotas, a IoT terá efeitos positivos na vigilância de veículos, telemetria e geolocalização. Com a integração entre os sistemas de monitoramento de veículos com os de condições climáticas, como o Climatempo, e de trânsito (Waze), o transporte de mercadorias ficará mais eficiente.

“Além de rastreamento de veículos e cargas, já é possível identificar quais as rotas de trânsito que fluem melhor e os horários em que isso acontece”, detalha Tarsis.

Nos Estados Unidos, onde a IoT está mais desenvolvida, muitos negócios se transformaram com a tecnologia. É o caso dos táxis nova-iorquinos e paulistanos. O executivo conta que aplicativos que localizam os carros mais próximos geraram uma pequena revolução no mercado de serviços de transporte. “O usuário é atendido rapidamente, pois consegue chamar os que estão mais próximos. Bom para os taxistas, que rodam menos para encontrar clientes.”

Tarsis também comenta que há uma correlação adicional entre os taxistas cadastrados no serviço móvel: eles geralmente aceitam pagamento em cartão. Com a IoT, o modelo de negócios dos taxistas legou comodidade aos passageiros e rentabilidade aos profissionais. 

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