Nordeste desponta como destino para investimentos

publicado 01/10/2013 16h10, última modificação 01/10/2013 16h10
São Paulo – Apresentação da EY no V Round Up ressalta papel da infraestrutura no crescimento econômico
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Com um crescimento significativo do PIB (Produto Interno Bruto) na última década, o Nordeste se tornou “tendência” entre os destinos brasileiros para investimentos, diz o líder de Fusões e Aquisições da EY, Viktor Andrade.

Ao apresentar perspectivas de crescimento por região durante o 5º Business Round UP da Amcham – São Paulo, terça-feira (1º/10), ele ressaltou que investir em infraestrutura será essencial para a economia do país voltar a expandir.

“O crescimento do Nordeste foi quase no ritmo da China”, diz Andrade. O PIB regional cresceu 13,2% entre 2002 e 2010.

De um modo geral, a região deve atrair investimentos em bens de consumo, como o setor automotivo, avalia o consultor. Outras regiões também terão crescimento da economia de acordo com a movimentação de indústrias que dependem de aspectos geográficos, como as de óleo e gás ou de mineração.

O Sudeste, porém, continua no radar como preferência de fundos estrangeiros de investimentos. Esse cenário deve continuar a ocorrer, destaca o diretor da EY. “Costumo brincar que São Paulo é o maior país da América Latina. É consequência do modelo brasileiro, que concentrou o desenvolvimento no Sudeste”, comenta.

Infraestrutura e consumo

Viktor Andrade afirma que a questão-chave para a retomada do crescimento econômico do Brasil passa pelo investimento em infraestrutura, que arrefeceu nos últimos três anos. “A infraestrutura é a única chave que pode destravar a economia nos próximos anos”, declara.

Segundo o consultor, o consumo ainda tem espaço no mercado, mas não a ponto de sustentar a expansão da economia. Ele explica que o modelo de crescimento baseado no consumo se exauriu a partir do endividamento da população, quando a velocidade do primeiro passou a ser maior que o ritmo de expansão do próprio PIB, comprometendo a formação de capital.

Dessa forma, eliminar os gargalos da produtividade, que são significativos na falta de infraestrutura, é a única alternativa, diz. “Seja qual for o candidato que ganhar em 2014 [a eleição para a presidência da República], terá de fazer algo em infraestrutura para a economia voltar a crescer”, indica. “À medida que a economia voltar, a gente vai conseguir ver níveis de consumo interessantes para o país”, acrescenta.

Veja aqui a apresentação completa de Viktor Andrade, líder de Aquisições e Fusões da EY, durante o 5º Business Round Up.

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