O ano de 2015 será de reorganização econômica, diz economista

publicado 28/11/2014 14h56, última modificação 28/11/2014 14h56
Recife - Ecio Costa, economista e sócio da CEDES Consultoria e Planejamento, foi o convidado do comitê da Amcham em 27/11
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“Pernambuco destoa do atual cenário econômico nacional, muito por conta dos recentes investimentos estruturadores. Há possibilidade do que o ritmo mais ameno nos próximos anos, talvez por uma questão política”, comentou Ecio Costa, economista e sócio da CEDES Consultoria e Planejamento. “Com o retorno de parcerias entre Estado e Governo Federal - como aconteceu com as obras Arco Metropolitano, que, infelizmente, ainda estão paradas -, Pernambuco continuará tendo destaque”.

O economista participou do Comitê de Economia e Finanças da Amcham-Recife, no dia 27/11, no auditório da instituição na capital pernambucana. O evento, que teve como tema Cenário Econômico para 2015: Os desafios para Dilma Rousseff na retomada do crescimento econômico, reuniu um público de 50 pessoas.

Inflação e crise econômica foram alguns dos tópicos abordados. “A expansão fiscal, os aumentos dos salários reais e o aumento do crédito contribuíram para que a inflação brasileira ficasse no topo da lista”, afirmou ele. “Por outro lado, o Brasil tem o segundo melhor déficit primário do G20, ficando atrás somente da Arábia Saudita”.

 Ao falar sobre a agenda do próximo governo, o economista foi objetivo. “Em se tratando de inovação financeira, não há muito que se inventar. Deve-se incentivar o mercado de capitais, tirando o banco intermediário e usar a bolsa e debêntures como ferramentas”.

 É verdadeiro afirmar que o problema brasileiro se concentra também na dificuldade do país em recuperar o nível de crescimento devido a seus problemas estruturais. “O fato de o país ter passado toda década de 1990 sem investir em infraestrutura provocou graves problemas, acabam gerando baixa competitividade. Portanto, melhorias na infraestrutura ajudariam a aumentar os investimentos”.

Segundo Costa, a palavra de ordem para a economia nacional em 2015 é reorganização. “O Brasil deve se reorganizar para voltar a crescer. O Governo Federal, claro, tem que fazer seu papel para que isso aconteça”.

 DIFICULDADE EM ABRIR NEGÓCIOS

De acordo com um relatório Doing Business 2014, publicado pelo Banco Mundial, o Brasil ocupa a 116ª posição de um ranking com 189 países, considerando a facilidade para fazer negócios em cada um deles. “Existe uma dificuldade em se negociar no Brasil. É preciso recuperar a confiança do empresariado com regras mais claras e que não mudem frequentemente”.

 O Brasil ficou abaixo da média da América Latina e Caribe e bem abaixo de países latino-americanos como Chile (34º), Colômbia (43ª) e México (53ª). Ficou também atrás da Rússia (92ª) e China (96ª).

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