O Brasil tem o maior custo industrial dos emergentes,como isso afeta a produtividade em Campinas?

publicado 09/09/2014 08h49, última modificação 09/09/2014 08h49
Campinas- Encontro reunirá principais diretores de indústrias da região para discutir o cenário produtivo do país em 11/09.

O Brasil tem o maior custo de produção entre os emergentes. Aqui a produção industrial é 29,3% mais cara do que na China, 24,8% mais cara do que na Rússia e 41,7% mais cara do que na Índia.

O impacto da baixa produtividade nas indústrias da região de Campinas em análise, no próximo dia 11/09, no evento“Industrial Meeting da Amcham”

O evento é o primeiro do segmento na região, e tem como proposta reunir os principais diretores das indústrias da região analisando gargalos de infraestrutura, logística, mão de obra e outros temas que impactam diretamente na competitividade dos negócios locais. 

Participam do encontro como palestrantes: Paulo Di Piero,Diretor de Operações América Latina da Cargill;André Sader, Diretor de Excelência de Manufatura América Latina da Unilever; Ricardo Abreu, Vice Presidente Global de Pesquisa e Desenvolvimento da Mahle; Dimas Martins, CEO South America para Rousselot e Rogério Toledo, Diretor da PWC.

Além do foco em debates e discussões, serão apresentados também cases de empresas que venceram desafios e conseguiram melhorar a produtividade, Cargill, Unilever ,Mahle,Rousselot e Pwc, cada uma com um viés de diferentes setores, como, Supply Chain, Produtividade e Novas tecnologias.

O evento “Industrial Meeting: Produtividade no Brasil” da Amcham-Campinas acontece na quinta-feira (11/09), das 8h Às 11h, no Victória Hotel (Av. José de Souza Campos, 425). Informações e inscrições:

Propostas eleições 2014

A Amcham (Câmara Americana de Comércio) formalizou suas propostas para aumentar a competitividade do país em uma carta endereçada aos presidenciáveis. A agenda tem sido discutida em um ciclo de debates para o qual foram convidados os três candidatos mais bem posicionados nas pesquisas.

Para avançar em produtividade,  a entidade defende que o governo adote compromisso com a inovação no país.  Dentre as propostas apresentadas, a câmara propõe o estímulo e a simplificação de criação de startups, com incentivos financeiros, garantia de Simples trabalhista e fiscal e redução da burocracia para abertura e fechamento de empresas.

A entidade entende que essa política deve abranger novos núcleos de inovação no país, a modernização do INPI e a adoção de práticas internacionais, e o fomento de integração entre universidades e empresas (com foco em grade curricular e registro de patentes).

A qualificação de mão-de-obra é essencial, dentro das propostas para aumento da produtividade brasileira. É necessário expandir o ensino médio profissionalizante, garantir isenção fiscal para gastos com qualificação, o comprometimento com a continuidade do programa Ciência Sem Fronteira (com foco em estágios no exterior), e a priorização de ciências exatas e da banda larga nacional.

A proposta enfatiza também os investimentos em aplicação de tecnologia e melhoria do processo produtivo. “O Brasil cresceu muito econômica e socialmente, nos últimos anos, e foi reconhecido internacionalmente como uma grande economia. Isso fez com que o país passasse a ser observado e monitorado pelo mundo todo, o que aumentou nosso senso de responsabilidade. Mas nosso modelo de sucesso (baseado no consumo) se exauriu e o país precisa seguir com mudanças para a economia e as conquistas sociais continuarem a se expandir. O ponto chave para isso acontecer é tornar o país competitivo”, afirma Gabriel Rico, CEO da Amcham.

Sobre a Amcham

Maior Câmara Americana, entre 114 existentes fora dos EUA, a Amcham é hoje a maior entidade não-sindical do país, reunindo mais de 5 mil de empresas de todos os segmentos e portes. Em Campinas, são 619 companhias associadas à Câmara Americana.  

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