Palestrante usa humor para transmitir conteúdo motivacional

publicado 05/09/2013 09h00, última modificação 05/09/2013 09h00
São Paulo – Motiversão, de Fernando Oliveira, alia motivação com diversão
fernando-oliveira-6659.html

Rindo é que se aprende. A técnica de incluir intervenções humorísticas nas apresentações motivacionais do ator e palestrante Fernando Oliveira é usada para fixar o conteúdo na cabeça – e coração – dos ouvintes. O método de aliar motivação com diversão foi chamada de ‘Motiversão’ por Oliveira.

“Usando humor e interação, faço as pessoas ficarem mais receptivas e com a parte emocional mais relaxada. Assim, consigo transmitir informações de maneira a causar o melhor resultado possível”, disse, em entrevista concedida antes de participar da reunião especial do comitê de Secretariado da Amcham-São Paulo na quarta-feira (4/9).

De acordo com o palestrante, uma mensagem é mais bem afixada no subconsciente quando se associa ao aspecto emocional. “É provável que ninguém se lembre do que almoçou ontem, mas muitos guardam na memória a sensação de ter visto feijões brotando em copinhos, na época da escola”, argumenta.

Trabalhar com o humor significa estimular o lado direito do cérebro, responsável pelas emoções e pensamento intuitivo, acrescenta o palestrante. “Quando a emoção entra no pacote, a mensagem fica gravada mais tempo, mais impregnada.”

Em vinte anos de carreira como palestrante e mestre de cerimônias, Oliveira disse que atendeu a mais de 600 empresas. O conteúdo motivacional de suas apresentações é transmitido tanto para equipes de vendas como profissionais em geral. “Independente do que você faz hoje, é possível ter uma vida mais plena, com satisfação e qualidade, se souber usar potencial e parar com crenças sabotadoras”, comenta.

As crenças sabotadoras

De acordo com Oliveira, há quatro pensamentos negativos muito comuns que impedem as pessoas de progredir. O primeiro é chamado de Síndrome de Ano Novo, época em que as pessoas estão motivadas e planejam o que vão fazer da vida. “Depois desse período, as pessoas desanimam e voltam a viver da mesma maneira. É quando elas começam a adiar novamente ou esquecer as resoluções de vida feitas no início do ano”, destaca Oliveira.

A baixa auto-estima é outro aspecto negativo, mas que pode ser revertido. “As crianças têm potencial ilimitado, porque não adquiriram crenças negativas”, argumenta. Mas, ao duvidar da própria capacidade, as pessoas acabam desistindo antes de começar. Esse comportamento acaba sedimentando outra crença negativa, a de culpar fatores externos pela má sorte. “A pessoa fica viciada em dar desculpas para não fazer algo.”

Dentre todos os pensamentos prejudiciais, o medo é o principal sabotador, indica Oliveira. “O medo é uma projeção que a mente faz sobre uma situação que não aconteceu, mas que o resultado será desfavorável. Ele provoca acomodação nas pessoas, pois elas deixam de se arriscar e investir em si”, comenta.

A mudança

Enquanto as pessoas não pararem de dar atenção às crenças negativas, elas nunca serão superadas. Ou seja, elas precisam optar por atitudes otimistas. “Ao bater o carro, posso partir para a briga ou avaliar que não me machuquei e o prejuízo foi apenas financeiro. Dependendo de onde focamos nossa atenção, criamos um tipo de comportamento”, argumenta.

A forma de interpretar o mundo também precisa ser positiva. Oliveira se refere às mensagens externas, como notícias da TV ou leitura. “A comunicação tem o poder de mudar o foco e o comportamento das pessoas. É improdutivo culpar o governo pela nossa situação”, explica.

O terceiro e principal pilar de mudança passa pela postura física. “A neurociência diz que a postura do corpo influencia diretamente o nosso sistema nervoso central. Se a pessoa usa o corpo de forma positiva, o cérebro cria pensamentos positivos”, segundo Oliveira.

registrado em: