Para profissionalizar empresa, líder deve ceder espaço para desenvolvimento de novos talentos

publicado 07/03/2018 09h16, última modificação 13/03/2018 11h44
Campinas – Cerca de 50 executivos participaram de Encontro de Empreendedores com palestra especial do CEO da NetGlobe
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Renato Batista, CEO e fundador da NetGlobe, contou sua jornada como empreendedor

Há 15 anos no mercado, a NetGlobe, empresa campineira de comunicações unificadas para videoconferência e telepresença, nasceu de uma ideia de Renato Batista, CEO e fundador da NetGlobe, durante suas aulas de MBA. “Não foi a ideia de criar uma empresa que deu certo, mas sim a reafirmação do caminho que eu queria seguir desde minha adolescência”.

Foi para compartilhar um pouco de sua trajetória pessoal e executiva de sucesso que Batista esteve presente, no último dia 27 de fevereiro, em edição do Encontro de Empreendedores, promovido pela Amcham Campinas.

Berço empreendedor

Nascido no interior de São Paulo e filho de pais separados, Renato reforçou que desde a juventude a veia empreendedora fazia parte de suas ações. “Como filho de pais separados, desde muito cedo aprendi a ajudar minha mãe com as vendas de cosméticos dela, e isso influenciou muito minha veia empreendedora. Com pouca idade e recursos, eu já comercializava alguns produtos para ela e vendia água para os pedreiros da obra ao lado de casa”.

Mas foi apenas durante a adolescência que Renato desenvolveu as características que, segundo ele, seriam o diferencial para sua carreira executiva. “Aos 15 anos, fui convidado pela minha mãe a morar com meu pai, que morava no interior de Santa Catarina e tinha uma fazenda, onde trabalhei até completar meus 18 anos. Lá aprendi coisas que foram um diferencial competitivo para minha empresa mais tarde, como o senso de responsabilidade, a resiliência e principalmente a paciência para colher os frutos do meu trabalho”.

Insistência do sonho

“Quando comecei o MBA, o professor me perguntou para cada um dos alunos o que eles buscavam com o curso, eu disse que buscava montar a minha empresa”. E assim foi. Após dois anos de MBA, Renato tinha pronto todo o planejamento da NetGlobe, e começou sua história de empreendedorismo no modelo de startup.

“Em nossa época não havia startups, portanto não existiam investimentos anjo, pessoas que entendiam que precisavam investir em uma ideia para que ela desse certo no futuro. Por isso, o primeiro investidor da NetGlobe foi minha mãe”. O investimento da mãe, segundo Renato, foi o suficiente para iniciar as operações de forma precária. Apenas dois anos após a criação da NetGlobe, em 2004, que a empresa começou a galgar espaço e lucratividade.

A resiliência nos momentos difíceis, o engajamento das pessoas e principalmente os limites que o “dono” da empresa precisa estabelecer para si mesmo, garantiram que dois anos após seu nascimento a NetGlobe começasse a alcançar os novos objetivos que a tornaram uma empresa estruturada e em constante crescimento. “Realizamos o processo de profissionalização e principalmente realizei meu distanciamento das atividades diárias comuns para dar espaço às novas lideranças, muitas empresas se afundam porque o proprietário não sabe os próprios limites, só com a criação dos limites a empresa ganha oportunidade de crescimento”, finalizou.