Pesquisa Amcham aponta para um 2013 com estabilidade de investimentos corporativos em operação e logística e crescimento dos aportes em TI e telecom

por marcel_gugoni — publicado 29/10/2012 17h31, última modificação 29/10/2012 17h31
São Paulo - Conheça também outras tendências dessas áreas para o próximo ano.
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Em 2013, a maioria das empresas tende a manter o nível de investimentos voltados à produção e à logística realizado em 2012. Pesquisa da Amcham junto a profissionais dessas áreas mostra que 70% dos ouvidos indicam essa tendência, enquanto 25% apostam que o volume de aportes de suas companhias destinados a essas atividades crescerão.

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No ano passado, os empresários estavam mais confiantes: a maioria (65%) previa um aumento nos investimentos, enquanto 30% criam na estabilidade. Os pessimistas, que enxergam queda nos investimentos, somaram 5% nos dois anos.

Para captar percepções quanto a 2013, a Amcham ouviu, em parceria com o Ibope, 214 altos executivos de empresas de variados portes em diversas regiões do País entre os dias 19 e 26/09.  Neste recorte focado em operações e logística, participaram apenas profissionais dessas áreas.

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O levantamento mostrou que, no plano dos investimentos em operações para 2013, as prioridades são modernização das instalações (20%) e aquisição de equipamentos e maquinários (15%). No ano passado, as duas categorias tinham 15% e 6%, respectivamente. A busca por novas tecnologias é primordial para 10%, sendo que, na pesquisa de 2011 (apontando perspectivas para 2012), essa categoria tinha 20%. Outros 10% priorizam investimentos em aumento da produção – mesma proporção identificada no levantamento do ano passado. Tem destaque a queda de ênfase na expansão fabril, que tinha 25% das respostas na pesquisa anterior e agora apenas 5%.

No que tange a infraestrutura logística, os aportes têm se concentrado principalmente eficiência em processos e controle de custos (40%), qualificação da mão de obra (30%) e tecnologia da informação (15%).

TI e Telecom

Tecnologia da informação e telecomunicações devem receber mais investimentos em 2013, mantendo uma tendência de aumento nos aportes das empresas nesses segmentos. É o que mostra uma nova pesquisa da Amcham com profissionais dessas áreas.

Para 58% dos consultados, as perspectivas aportes corporativos em TI e Telecom são de crescimento – fatia semelhante aos 57% que indicaram essa tendência em 2011 com foco em 2012. Outros 42% apostam na estabilidade, também mantendo a proporção da última sondagem (43%).

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Para captar percepções quanto a 2013, a Amcham ouviu, em parceria com o Ibope, 214 altos executivos de empresas de variados portes em diversas regiões do País entre os dias 19 e 26/09.  Neste recorte focado em TI e telecom, participaram apenas profissionais dessas áreas.

Os investimentos para 2013 consideram principalmente substituição e compra de novas tecnologias (27% das respostas), aquisição de equipamentos (19%), renovação de licenças (15%) e ampliação de equipes (12%).

Os aportes em ferramentas de TI serão voltados sobretudo a business intelligence (58%, fatia bastante próxima à vista na pesquisa de 2011, de 57%), relacionamento com fornecedores e clientes (54%, bem menos que os 79% da última sondagem) e automatização das equipes de vendas (46%, o dobro do último ano).

Os fatores mais críticos para a gestão de TI, conforme a pesquisa, são segurança da informação e da base de dados (81%), garantia de acessibilidade à rede (70%) e desenvolvimento e gestão de um ambiente de colaboração e integração entre as áreas (46%).

Questionados sobre as oportunidades que a Copa e as Olimpíadas no Brasil trarão a TI e telecom, os profissionais apontam para questões como melhorias na infraestrutura de distribuição e redes (77%), inovações tecnológicas (73%) e abertura de novos mercados para produtos e serviços (54%).

Tendências

Além de realizar a sondagem, a Amcham debateu com profissionais de operações, logística, TI e telecom as principais tendências nessas áreas para 2013 e compilou esse conteúdo. Acompanhe quais são:

  1. O planejamento logístico será pautado, cada vez mais, pelas questões tributárias com o objetivo de buscar soluções logísticas que tenham menor impacto fiscal e, consequentemente, menor impacto na competitividade das organizações.
  2. As regulamentações que envolvem logística, como descarte de resíduos sólidos e restrição de circulação e carga horária de motoristas de caminhões, terão grande influência no setor, que precisará adequar seus negócios.
  3. A eficiência logística será fator determinante para definição de novos pontos de venda e expansão de mercado.
  4. A colaboração e a confiança entre aqueles que compõem a cadeia logística precisará crescer para que as dificuldades encontradas na busca por informações de estoques, incluindo seus níveis ideais, sejam amenizadas.
  5. Os modelos logísticos se tornarão mais complexos, influenciados pelo aumento de capilaridade dos negócios, pela multicanalidade, pelas questões tributárias e pela infraestrutura defasada e a busca de alternativas para contornar esse gap.
  6. A iniciativa privada ampliará o foco nas Parcerias Público-Privadas (PPPs) para desenvolvimento de infraestrutura logística.
  7. Haverá foco no desenvolvimento de infraestrutura para Telecom diante da adesão cada vez maior a cloud computing, rede 4G e outras tecnologias.
  8. Ocorrerá reforço e busca por parcerias na qualificação da mão de obra.
  9. O conceito de BYOD (Bring Your Own Device) se expandirá para os canais de compras (consumidores dentro dos canais utilizando os mais diversos devices para efetuarem suas compras).
  10. Consolidação da base única de clientes (em CRM – Customer Relationship Management, ERP – Enterprise Resource Planning, Excel, internet, na loja física etc.), ago muito falado, mas que ainda não está efetivamente implementado.
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