Políticas de risco, compliance e diversidade ganham força na cadeia de suprimentos

publicado 18/10/2017 12h53, última modificação 18/10/2017 13h56
São Paulo – Para Alex Osoegawa (Integration), pressão por comportamento ético tem sido determinante
Alex Osoegawa

Alex Osoegawa, da Integration Consulting: gestão de suprimentos vem sendo muito influenciada por ações de colaboração, risco e sustentabilidade entre os parceiros

Além da preocupação com redução de custos, a cadeia de suprimentos vem se destacando na gestão de risco, compliance e diversidade de fornecedores, afirma Alex Osoegawa, gerente sênior da Integration Consulting.

“Vemos três pilares aparecendo constantemente na pauta da cadeia de suprimentos: colaboração, risco e sustentabilidade. E essa área está tomando a liderança dessas iniciativas nas empresas”, disse, no comitê de Logística da Amcham – São Paulo na terça-feira (17/10), ao lado de Reginaldo Debrino, gerente de supply chain da 3M.

A colaboração com fornecedores vem sendo exercida por grandes empresas como a Shell, revela Osoegawa. “A Shell está se reforçando no segmento de postos de conveniência e desenvolve com seus parceiros estudos de comportamento do consumidor e desenvolvimento de produtos mais adequados ao canal. Tem havido muita troca de informações nesse sentido.”

Em relação ao risco corporativo, o consultor tem visto grandes empresas aumentando o foco de atuação. No passado, a grande preocupação da área de suprimentos era não deixar faltar insumo na fábrica, conta Osoegawa. Hoje, a área vem aplicando políticas rigorosas de risco, compliance e sustentabilidade na cadeia de fornecedores.

“Há casos de fornecedores que empregam trabalho infantil e escravo. Hoje, o consumidor não aceita que uma marca seja conivente com esse tipo de prática”, segundo o consultor. Para selecionar e avaliar parceiros íntegros, as empresas têm trabalhado com métricas para capturar e minimizar riscos.

Ainda segundo o consultor, a pressão exercida pela sociedade e outros públicos chave tem sido fundamental na adoção de políticas de inclusão. Outra prática que tem sido adotada pelas empresas é a contratação de parceiros de diversidade.

Nos Estados Unidos, empresas como o Walmart e a P&G têm trabalhado com empresas pertencentes a mulheres e grupos de minorias. “Só a P&G gastou mais de dois bilhões de dólares em parceiros de minorias”, detalha Osoegawa.

3M

Na 3M, a adequação ao compliance é um dos requisitos na escolha de fornecedores. “Além da análise financeira, também avaliamos o nível de respeito às regras e se o parceiro em potencial se alinha ao nosso código de conduta”, comenta Debrino.

Segundo o executivo, a logística da 3M é dividida em três grupos de fornecedores, que se destacam pela importância no negócio: transporte rodoviário, transporte de carga internacional e serviço de desembaraço aduaneiro (comércio exterior).

A escolha de fornecedores é criteriosa, pois o objetivo é criar relacionamentos de longo prazo e que contribuam para o desenvolvimento de projetos inovadores.