Preço de passagens aéreas compradas com antecedência é quase 50% menor do que de ônibus, diz Abear

por lays_shiromaru — publicado 22/05/2014 15h21, última modificação 22/05/2014 15h21
São Paulo – Em comitê da Amcham, representantes dos setores hoteleiro e de aviação falam sobre o potencial de crescimento do turismo no Brasil
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Dados da Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) mostram que o preço das passagens aéreas compradas com três meses de antecedência da viagem é quase 50% menor do que o do trecho rodoviário. “Em 2002, não havia passagens a menos de R$ 100. Hoje, elas representam 10% dos assentos vendidos”, disse Eduardo Sanovicz, presidente da associação, em bate-papo com o comitê de Viagens e Mobilidade Corporativa da Amcham, em 21/05.

De acordo com ele, em 2013, o transporte aéreo movimentou US$ 52,7 bilhões na corrente comercial brasileira, o que corresponde a 10,95% da movimentação total. “O Brasil é o terceiro maior mercado aéreo do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da China”, completa.

O crescimento da representatividade da aviação na economia brasileira também é vista com otimismo pelos outros agentes do setor de turismo. Para Fermi Torquato, presidente da ABIH (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis), o grande incentivo para que o empresariado invista no setor hoteleiro é o crescimento do mercado interno.

As viagens domésticas no Brasil apresentaram expansão de 18,5% nos últimos quatro anos. “Cerca de 35 milhões de brasileiros passaram a colocar o turismo em sua bolsa de consumo anual, e nossa expectativa é que esse número aumente para 50 milhões nos próximos dez anos”, falou durante o encontro com o comitê da Amcham.

No Brasil, segundo Torquato, a maioria dos turistas é das classes A (48%) e B (47%), sendo apenas 4% da C e 1% das classes D e E. Essas últimas deverão ser o foco do empresariado. “Temos um potencial de crescimento enorme. São 106 milhões de brasileiros na classe C. Vamos buscar esses clientes e aumentar o acesso a viagens”, conta.

Para isso, o setor hoteleiro também conta com as facilidades oferecidas pelas próprias operadoras de turismo, que parcelam em mais vezes os valores de alguns pacotes, aumentando a possibilidade de viagens. “Os bancos oficiais estão oferecendo mais crédito para viagens. Em 2013, o valor chegou a R$ 198 milhões, o que corresponde a um aumento de 23,64% em comparação ao ano anterior”, ressalta.

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