Programa da Amcham deve ultrapassar marca de 900 gestores de empresas em crescimento atingidos

por andre_inohara — publicado 06/03/2013 17h12, última modificação 06/03/2013 17h12
São Paulo – Iniciativa, em seu 4º ano, tem como objetivo oferecer capacitação em várias áreas estratégicas para profissionalização dos negócios.
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Entrando em seu quarto ano, o programa da Amcham que orienta e capacita empresas com alto potencial de crescimento deve ultrapassar a marca de 900 gestores atingidos. Nos três anos anteriores, mais de 700 executivos participaram de etapas realizadas em 12 cidades pelo Brasil. Em 2013, a meta é alcançar cerca de outros 200 nas regiões de Curitiba, Belo Horizonte, Goiânia e Ribeirão Preto.

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O lançamento dos trabalhos deste ano aconteceu na última terça-feira (05/03), em um seminário na BM&FBovespa para lideranças regionais da Amcham. O foco do encontro foi como acessar o mercado de capitais, uma das principais possibilidades de captação de recursos que são discutidas pelo projeto.

Ao lado da análise de alternativas para obtenção de recursos para sustentar o crescimento corporativo, o programa da Amcham busca disseminar informações sobre como aprofundar a profissionalização da gestão a fim de que a empresa cresça e esteja pronta para novas estratégias e desafios.

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“A finalidade do projeto é contribuir para a profissionalização da gestão de empresas com forte crescimento”, resume Fernando Schmitt, diretor de Unidades Regionais da Amcham e responsável pela iniciativa.

O programa

O projeto surgiu em 2009, quando a Amcham percebeu que havia demanda, entre os empresários associados, para um programa de orientação sobre diferentes formas de crescimento dos negócios.

Os participantes – empresas em expansão ou já maduras – integram seminários com um time de especialistas de instituições parceiras da Amcham nesse projeto, que são BM&FBovespa, Ernst&Young Terco, Goldman Sachs, SAP e o escritório Souza, Cescon, Barrieu & Flesch Advogados.

Os especialistas explicam, conforme sua área de atuação (mercado de capitais, auditoria, assessoria financeira, sistemas de informação e jurídico), o que é necessário fazer para atingir índices de governança corporativa e transparência suficientes para um sólido crescimento.

As companhias que estiverem em uma etapa mais avançada de profissionalização, com possibilidade de abrir capital, têm a possibilidade de integrar uma missão anual em Nova York, na qual trocam informações com outras que já passaram pelo mesmo processo. A Amcham já levou 55 administradores para esse intercâmbio.

Prova do sucesso do programa da Amcham é que, no ano passado, duas instituições mineiras participantes obtiveram novos recursos para financiar seus planos de expansão. A primeira foi a companhia de frotas Locamerica, que fez seu IPO (oferta pública inicial de ações) em abril de 2012 e vendeu 34% do capital. A holding Orguel, que loca equipamentos para construção civil, por sua vez, recebeu um sócio estratégico (private equity), o fundo de investimentos americano Carlyle, que assumiu 25% de seu capital.

Quatro regiões

Nas quatro cidades pelas quais o projeto passará neste ano, há forte expectativa de adesão de empresas. “À medida que o programa vem se desenvolvendo, avançamos na identificação do público alvo e na orientação dos empresários”, comenta Luis Costa, gerente regional da Amcham-Belo Horizonte, que já promoveu a iniciativa nas outras três edições.

Em Goiânia, onde o agronegócio se destaca, empresas familiares têm se interessado pelo programa em busca de crescimento sustentável e profissional, diz o gerente Leonardo Massuda. “Das empresas que já levamos para Nova York (em 2010 e 2011), a maioria já está em fase de preparação para um salto no crescimento”, cita.

Em Ribeirão Preto, que já participou do projeto em 2011, os resultados também tendem a ser positivos em função do crescimento econômico da região. “Vemos perspectivas para o setor industrial também do entorno de Ribeirão, como as cidades de Sertãozinho, Franca e Matão”, exemplifica Aline Rodrigues, coordenadora da unidade regional.

Em Curitiba, onde 50 empresas participaram da edição do programa em 2010, as expectativas de novos participantes são bastante favoráveis. “A região metropolitana tem muitas empresas com o perfil do programa nos setores de indústria e serviços. No interior, há representantes de commodities que podem se beneficiar”, afirma o gerente Gabriel Borges.

 

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