Qualificação de mão de obra especializada é preocupação do construbusiness pernambucano

por marcel_gugoni — publicado 12/09/2012 15h29, última modificação 12/09/2012 15h29
Recife – Investimentos em infraestrutura justificam otimismo para setor nos próximos anos.
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A construção civil tem sido uma das responsáveis por puxar o crescimento econômico de Pernambuco nos últimos anos. Projetos em execução, principalmente no entorno do Porto de Suape, vêm garantindo bons números para o segmento no Estado. 

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Especialistas reunidos no I Fórum de Construbusiness realizado pela Amcham-Recife na última terça-feira (11/09) demostraram otimismo para o setor nos próximos anos, mas apontaram que a qualificação de mão de obra é um ponto importante a ser pensado para garantir um desenvolvimento sustentado. 

“Precisamos dobrar nossa capacidade de formação de profissionais para acompanhar o crescimento da atividade. Se não temos essa oferta, precisamos buscar fora do Estado”, afirmou José Mário Cavalcanti, presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-PE). 

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Valdeci Monteiro, sócio-diretor da Ceplan (Consultoria Econômica e Planejamento), cita dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), segundo os quais, de 2002 a 2010, o estoque de empregos formais na construção civil de Pernambuco cresceu mais de 173%. Para ele, essa evolução tende a continuar nos próximos anos devido à concretização de grandes empreendimentos. 

“Temos uma curva de investimentos puxada pela Refinaria Abreu e Lima e pelos estaleiros em instalação em Suape. Há a possibilidade de haver um novo ciclo de aportes na construção civil, que será puxado pela fábrica da Fiat e a Cidade da Copa. Até o final desta década, o segmento tem garantidos investimentos e um crescimento sustentado forte”, avalia. 

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Monteiro, no entanto, alerta que, em seu entendimento, nos próximos anos, parte da mão de obra qualificada que se deslocou de várias regiões do País para atuar na ampliação da infraestrutura pernambucana tende a migrar de volta para outras localidades. “Portanto, precisamos fazer o dever de casa, investindo em qualificação dos profissionais locais, por exemplo”, finalizou. 

Engenheiros na mira 

José Mário Cavalcanti aponta que os engenheiros civis são os mais procurados atualmente em Pernambuco. “São os mais necessários, sobretudo devido às obras de infraestrutura. Em breve, haverá mais espaço para outras áreas como mecânica, telecomunicações, elétrica, que surgirão à medida que os empreendimentos entrarem em operação”, afirma. 

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Valdeci Monteiro completa mostrando números do MTE que apontam que a taxa de crescimento anual de empregos para engenheiros civis em Permabuco, no período de 2004 a 2010, foi de 8%. 

Segundo o presidente do Crea-PE, a qualificação é um tema bastante sensível para os engenheiros atualmente. “Uma das maiores demandas que recebemos dos profissionais na entidade, mesmo não sendo nosso foco de atuação, é por educação continuada”, completa. 

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