Redes sociais impulsionaram os negócios da Netshoes e da IBM

publicado 09/12/2014 15h41, última modificação 09/12/2014 15h41
São Paulo – Ações de relacionamento com os clientes e monitoramento de reações na Copa deram retornos positivos
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Ações de relacionamento nas redes sociais podem ajudar a construir uma boa reputação empresarial e identificar a receptividade a determinado evento, conforme demonstraram a Netshoes e a IBM no comitê de Marketing da Amcham – São Paulo, realizado na terça-feira (9/12).

Douglas Costa, gerente de marketing da Netshoes, contou que a carta de um menino de dez anos enviada à empresa no começo do ano se transformou em um case bem-sucedido de relacionamento, inclusive com repercussões internacionais. Costa explica que viu nessa correspondência uma oportunidade de criar relacionamento. “É uma nova forma com que as marcas se relacionam com as gerações mais novas. Elas não são diferentes do que as anteriores, só querem tudo com mais rapidez”, afirma.

Em tempos de predomínio da internet, o executivo disse que uma carta vinda pelo correio chamou a atenção da equipe de relacionamento do Netshoes. Era de um menino chamado João Pedro, fã do clube alemão Borussia Dortmund, que pedia à empresa que mudasse o uniforme do time. João até havia mandado uma sugestão.

A Netshoes criou uma estratégia de marketing em parceria com sua agência de publicidade, para surpreender João Pedro e alimentar sua paixão. Uma ação foi desenvolvida com a anuência do clube alemão e sua fornecedora de materiais esportivos, a Puma.

Quando ficou pronta, a empresa enviou a João um kit com um pôster dos jogadores do Borussia usando o uniforme desenhado por ele em montagem digital, uma bola e uma camiseta oficial personalizada com o nome dele. A iniciativa foi elogiada pela diretoria de marketing do Borussia, com repercussões na imprensa alemã.

Case IBM

Atuando no segmento corporativo, a IBM queria divulgar sua ferramenta de análise de sentimentos em mídias sociais. Ela queria mostrar aos clientes potenciais que medir a reação das pessoas com ferramentas de monitoramento e análise de dados poderia gerar negócios.

O evento escolhido foi a Copa do Mundo no Brasil, disse Fabiana Galetol, executiva de branding e comunicação externa da IBM. “Nas redes sociais se geram muitos dados, e queríamos mostrar como se tirar proveito deles em vendas”, explica a executiva.

Fechando parcerias com as TV Globo, Band e ESPN, a IBM desenvolveu um app móvel onde os usuários poderiam baixar e opinar sobre o desempenho dos jogadores na Copa. Os resultados seriam apresentados e comentados por alguns apresentadores de emissoras. O resultado foi considerado positivo. “Em termos de resultado de mídias sociais, o engajamento foi intenso. Tivemos 1,8 milhão de usuários que baixaram o app da Globo e quase dois milhões de acessos.”

Muitas informações foram descobertas, como a eleição do craque brasileiro das redes sociais. O vencedor foi o meia Oscar, com 55% de aprovação, por um motivo inusitado. “As mulheres o achavam bonito”, disse Fabiana, referindo-se ao público feminino que participou da enquete, como se descobriu posteriormente.

Fabiana disse que, de posse de informações baseadas em análise de sentimento, é possível negociar um contrato com informações embasadas. “Se um artista pedir muito para assinar um contrato e as mídias sociais revelarem que ele não é tão popular quanto pensa, as empresas terão nessa informação uma moeda de troca”, exemplifica. Para Costa, as redes sociais funcionam como uma grande “lente de aumento” da opinião dos clientes, razão pela qual toda atenção é necessária ao canal.

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