Regionalização de conteúdo é tendência para marcas nas redes sociais

por giovanna publicado 03/11/2011 18h37, última modificação 03/11/2011 18h37
Recife – Determinar qual consumidor se quer atingir nessas mídias é primeiro passo.
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Buscar a regionalização de conteúdos para criar empatia e aumentar a proximidade com os consumidores é uma das tendências para marcas que utilizam as redes sociais, aponta Rosário Pompéia, diretora de Operações da Le Fil Comunicação.

“No rádio e na TV, as marcas sempre buscaram essa aproximação com a identidade local dos consumidores. Nas mídias sociais, não pode ser diferente”, disse Rosário, que participou do comitê de Marketing da Amcham-Recife na segunda-feira (31/10).

Para regionalizar, ela recomenda que a companhia, primeiramente, determine qual é o consumidor prioritário da marca. “A partir disso, é necessário definir quantos perfis serão criados, quais redes sociais serão utilizadas e a melhor estratégia para se aproximar do consumidor”, explicou.

A diretora da Le Fil Comunicação alerta ainda que as ações nas redes sociais precisam estar ligadas às estratégias de publicidade e assessoria de imprensa da companhia.

Case

De acordo com Rosário, as ações realizadas pela Rede Globo Nordeste no microblog Twitter são cases importantes que mostram como regionalizar o conteúdo.

“Os projetos regionalizados ‘Globo no Galo’ e ‘São João da Capitá’ utilizaram o Twitter fortemente em duas grandes festas regionais – carnaval e São João – e tiveram grande repercussão, chegando a ficar entre os assuntos mais comentados na rede nacionalmente”, ilustrou.

A estratégia de utilizar festas populares tradicionais para dar visibilidade local às marcas nas redes sociais tem sido eficaz, especialmente no Nordeste, afirma Rosário. “O público nordestino tem forte conexão com suas festividades locais como o carnaval e as festas juninas”, comentou.

Geolocalização

Outra tendência para mídias sociais apontada por Rosário Pompéia durante o comitê de Marketing é o aumento da utilização da geolicalização pelas marcas.

“Com crescimento do mobile (conectividade em dispositivos portáteis como celulares), as pessoas começam a falar nas redes sociais a partir de um local, marcando onde estão. As companhias têm de analisar essa tendência e como pode se adequar à marca”, comentou.

Um exemplo são pizzarias que dão descontos a partir do número de vezes em que a pessoa faz check in naquele local nas redes sociais.

 

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