Riscos estratégicos e operacionais ainda passam despercebidos por muitas companhias, aponta consultora

por giovanna publicado 23/04/2012 18h03, última modificação 23/04/2012 18h03
Recife – Gestão de riscos deve ser integrada à estratégia de governança corporativa.

Apesar de serem os mais constantes, os riscos estratégicos e operacionais são os que menos chamam a atenção das empresas, afirma Nayra Savordelli, diretora adjunta da FBM Consulting. 

“Cerca de 87% dos riscos nas organizações são não-financeiros. Conhecer quais são eles e mensurar a probabilidade de acontecerem são fatores importantes para ter uma empresa forte”, recomenda Nayra, que participou do comitê de Economia e Finanças da Amcham-Recife na última sexta-feira (20/04).

A consultora destaca que os riscos operacionais, apesar de serem de fácil compreensão, são de difícil mapeamento. “É preciso ter um conhecimento detalhado dos processos da organização para conseguir enxergar esses riscos, cujos impactos se potencializam se não forem tratados”, analisa.

Já os riscos estratégicos são os que envolvem a reputação da empresa e estão geralmente ligados às pessoas. “Muitas vezes eles não são considerados pela companhia”, completa.

Governança e gestão de riscos

Nayra defende que a gestão dos riscos deve ser planejada junto à estratégia de governança corporativa das companhias. “A governança dá transparência ao processo decisório dentro das organizações. A gestão de riscos traz justamente argumentos para uma tomada de decisões mais sustentada, com argumentos que aumentam o grau de confiança da empresa”, explica.

A consultora recomenda que a melhor tática para gerir os riscos é realizar um processo de identificação e mensuração contínua. “A partir daí, é possível visualizar o impacto de um possível risco dentro da organização. Isso dá subsídios para dizer como tratá-lo, criando um plano de contingência”, aponta a consultora.

 

registrado em: