Sem ter para onde crescer, espaço urbano do Recife começa a ganhar novo perfil

por marcel_gugoni — publicado 12/09/2012 15h46, última modificação 12/09/2012 15h46
Recife – Revitalização do centro e novos usos do entorno rodoviário são tendências. Mobilidade será um dos principais desafios dos próximos anos.
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Sem espaço para expansão de sua área geográfica e enfrentando problemas de mobilidade urbana, a capital de Pernambuco aposta na revitalização do centro e em novos usos de áreas no entorno rodoviário como caminhos para viabilizar seu desenvolvimento urbano. 

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“Uma tendência muito forte para o crescimento urbano é a reestruturação do centro, onde projetos como a revitalização do Porto do Recife estão ligados às economias do turismo e da cultura, alterando o perfil de utilização da área”, explicou Milton Botler, presidente do Instituto Pelópidas Silveira, durante o I Fórum de Construbusiness da Amcham-Recife na última terça-feira (11/09). O instituto é um órgão municipal dedicado a pensar o planejamento urbano de forma estratégica. 

Outras localidades que devem ganhar nova utilização nos próximos anos são as regiões no entorno da BR 101, que corta a área urbana do Recife. 

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“A rodovia não comporta mais a atividade de logística que desempenhou historicamente. O solo ficou caro na região e essa atividade se deslocou para outros lugares. Começamos a ver, por exemplo, projetos de shoppings surgindo na margem da rodovia”, afirmou. 

Gargalo 

A mobilidade será o grande gargalo a ser enfrentado nos próximos anos, na avaliação de Botler. “Essa é uma discussão recente. O conceito mobilidade foi inserido no Recife a partir do plano diretor aprovado em 2008”, comentou. 

Ele acredita que debater o tema se tornou essencial em um cenário de grande crescimento econômico registrado pela cidade. “A população começou a ter mais acesso ao automóvel como um bem e a frota tem crescido indiscriminadamente, sem que a cidade tenha se desenvolvido para suportar isso.” 

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A principal consequência desse processo tem sido, nas palavras de Botler, uma “deseconomia” que acaba por dificultar a circulação de bens e pessoas, prejudicando a competitividade econômica do Recife. 

“Isso é resolvido através de investimentos em transporte coletivo e meios não motorizados. É preciso aumentar a qualidade urbana da cidade fazendo com que as pessoas usem a rua, reduzir o volume de carros”, completou.

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