Setor financeiro tem papel decisivo no processo de governança corporativa

publicado 29/07/2013 16h24, última modificação 29/07/2013 16h24
Joinville – Durante CFO Fórum, debate analisou a importância do planejamento dessa área na companhia
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A partir da organização financeira da empresa, é possível iniciar a estruturação da governança corporativa. “O financeiro tem o papel de auxiliar os gestores a tomar decisões com base em fatos. A missão desse setor é proteger o patrimônio e manter a estrutura sólida”, declara Alidor Lueders, membro do conselho de grandes companhias como a Dudalina, Tuper e Weg. Ao lado de Alexandre Carvalhal, diretor financeiro da SAP, ele participou do CFO Fórum, evento realizado pela Amcham-Joinville na noite de quinta-feira (25/07). O debate teve como tema “O olhar do setor financeiro para a governança corporativa” e foi mediado pelo advogado José Roberto Prado de Almeida, membro do IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa).

O planejamento da área financeira torna-se ainda mais crucial se as empresas forem familiares. Na região de Joinville, a presença de acionistas de uma mesma família controlando uma companhia é bastante comum, segundo Alidor Lueders. De acordo com ele, nesses casos, é necessário reconhecer a relevância de trazer um conselho de administração e um cronograma pautado no orçamento definido previamente, para atingir melhores resultados. “A empresa familiar pode ter uma força ampliada na velocidade, simplicidade, busca de cooperação da área de Recursos Humanos e flexibilidade ao entrar em diferentes negócios”, comenta Lueders.

Outro papel importante da integração com o setor financeiro é na construção de estatísticas e dados numéricos para avaliar o desempenho atual e, ainda, definir as metas no futuro. “A quantidade de informações é imensa e, como não sabemos o que fazer com tantos dados, o financeiro pode transformar tudo isso em gráficos e estatísticas”, comenta Alexandre Carvalhal, CFO da SAP. De acordo com ele, existe uma complexidade da automação e o departamento de RH, em conjunto com o financeiro, pode fazer uma gestão de controle tecnológica, de modo a garantir a transparência e a prestação de contas.

Em busca de soluções

Segundo Alidor Lueders, “a área financeira é a mais sensível dentro de uma companhia”, pois pode sofrer com mudanças no orçamento e quedas no investimento em determinados projetos. Diante disso, uma estratégia importante pode ser a busca por consultorias que ajudem a definir um planejamento sustentável. “À medida que as empresas vão crescendo, elas acabam tendo a demanda por uma auditoria interna ou externa”, explica Lueders, que também vai presidir o primeiro Comitê de Práticas de Governança da Amcham-Joinville, no dia 27 de agosto.

Na SAP, Alexandre Carvalhal conta que o objetivo é garantir uma “excelência operacional”, com a finalidade de alinhar operações logísticas e financeiras aos objetivos da empresa. “A gestão da governança corporativa precisa ser mais dinâmica e ter soluções em inovação”, ele defende, ao mencionar que a tecnologia deve ser uma aliada em todo o processo de reestruturação da companhia.

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