Sinceridade é essencial às relações no trabalho e na vida pessoal

publicado 21/08/2014 09h00, última modificação 21/08/2014 09h00
São Paulo – Relacionamentos são principal campo para a inteligência emocional, diz especialista
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Não se fala de inteligência emocional sem abordar os relacionamentos. Esses são o campo em que as emoções mais são expostas, nos âmbitos pessoal e profissional, cita Rodrigo Fonseca, presidente da Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional, convidado do comitê aberto de Secretariado da Amcham – São Paulo, quarta-feira (20/08).

Nas companhias, por exemplo, há concentração de pessoas de diferentes culturas que passam a maior parte de seu tempo no trabalho.

“O grande diferencial, hoje, é o relacionamento. Quem compreende melhor a si mesmo e o outro tem lugar nas empresas”, diz Fonseca.

O problema, adverte, é que a maioria dos indivíduos não recebeu, ao longo da vida, ensinamentos sobre esse autoconhecimento e relacionamento interpessoal. “Não se aprende isso em casa, na escola, no emprego. Ensinar isso não é da cultura de ninguém, então as pessoas vestem suas máscaras e escondem seus sentimentos”, comenta.

Mas a conta chega com o tempo. “As pessoas são contratadas por suas habilidades técnicas, mas são demitidas pela falta de habilidades emocionais”, analisa.

Fonseca chama atenção para que chefes e subordinados reconheçam a importância dos relacionamentos em seu dia a dia. Ele defende que a base para a saúde das relações humanas é a sinceridade.

Sinceridade elimina rusgas

“No ambiente corporativo, a melhor maneira de se relacionar é ser sincero. Tem de ser honesto consigo e com as pessoas e, de forma apropriada, colocar a verdade para seus pares”, indica.

Abster-se desse comportamento causa o que o especialista chama de “compressão” ou “panela de pressão” de sentimentos não resolvidos, culminando em acessos de destemperos. “Se você não fala, a probabilidade de estourar é grande. Por isso muitos profissionais perdem o emprego e empresários arruínam negócios. Precisa falar para ir descomprimindo aos poucos”, expõe.

O ideal é abordar os pontos de conflito com os envolvidos de forma clara e adequada ao ambiente profissional. A conversa, diz Fonseca, traz o problema à consciência e ajuda a resolvê-lo.

Ele alerta, ainda, para a necessidade de reconhecer os pontos positivos dos pares com quem se entrou em diferença. Para o especialista, o ser humano sempre espera reconhecimento e essa atitude pode melhorar a convivência.

“Seja sincero e fale o que legal das pessoas: o que você dá, recebe de volta. Vão ver seu exemplo e fazer o mesmo”, afirma. “Seja você mesmo. A habilidade emocional permite ser a gente mesmo”, destaca.

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