Trabalhar bem a fase de teste reduz riscos de insucesso ao inovar

por giovanna publicado 03/07/2012 17h16, última modificação 03/07/2012 17h16
Recife – Em um ambiente controlado, consegue-se enxergar qual seria a realidade do projeto depois de implementado.
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Inovar, além de necessário, embute riscos por exigir que recursos financeiros, de equipe e tempo sejam alocados para a atividade. Para minimizar o potencial de falhas e perdas, é necessário trabalhar fortemente a fase de testes – chamada incubação – do novo produto ou serviço, conforme defende Rômulo Queiroz, diretor da Komboogie e especialista em Gestão da Inovação. 

“Em um ambiente controlado, consegue-se enxergar qual seria a realidade daquele projeto depois de implementado. A partir daí, já se reduzem os riscos de insucesso, excluindo fatores que podem não dar certo”, afirma Queiroz, que participou do comitê de Empreendedorismo da Amcham-Recife na última quarta-feira (27/06).

Outra estratégia apontada por Queiroz para evitar fracassos no processo de inovação é incentivar o trabalho de criação sem barreiras hierárquicas rígidas. “Isso significa estar conectado de forma sinérgica com as várias entidades ou pessoas envolvidas em um projeto, do estagiário ao presidente da empresa”, comenta.


Inventor x pioneiro x inovador 

Queiroz explica que criar algo novo não significa necessariamente ter inovado. “A inovação gera valor para o mercado, a empresa, ou o consumidor. Apenas inventar algo, ou ser o primeiro a lançar um produto no mercado, não é garantia de que isso será algo inovador”, analisa.

Esta é a diferença entre o inventor, o pioneiro e o inovador. “O inventor é aquele que criou algo que ainda não existe. O pioneiro é aquele que lança o produto no mercado primeiro. E o inovador nem sempre precisa inventar nada, não necessita ser o pioneiro. O que ele precisa é ter criatividade para melhorar algo que já exista ou pensar em um novo uso para algo, desde que agregue valor a isso”, disse.

 

Porte da inovação 

O especialista comenta ainda que inovação não se trata de “reinventar a roda”. Inovação incremental é aquela que melhora algo já preexistente. “Por exemplo, em uma empresa que produz refrigerantes, inovar em um produto novo dentro do portfólio de bebidas não revoluciona essa indústria”, afirma.  

O gestor da inovação, aquele que organiza o processo de criação, segundo Queiroz, tem como papel saber equilibrar as pequenas melhorias e as grandes mudanças. “Inovações incrementais oferecem menos risco do que aquelas mais radicais por necessitarem de menos investimentos”, finaliza.

 

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