Transformação digital: evolução sustentada na área de Supply Chain se conquista com o tempo

publicado 01/06/2020 15h27, última modificação 03/06/2020 11h51
Porto Alegre - De acordo com Ricardo Rodrigues, a digitalização do setor é uma jornada, mas é preciso reforçar que essa mudança é um compromisso de toda a empresa
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"Já está claro que a cadeia de distribuição e seus canais tornam-se um pilar estratégico do negócio e não podem ser vistos como retaguarda", afirma o Diretor de Logistics & Field Services da Magazine Luiza

Há décadas, a área de Supply Chain tem apostado em inovação para melhorar seus processos e atender a demanda da melhor forma. Apesar do esforço dedicado pelas empresas para a melhoria do desempenho, há um número relativamente pequeno delas que foi capaz de capturar todo o potencial da transformação digital. De acordo com um estudo da McKinsey, apenas 2% dos executivos declararam ter o setor como foco de suas estratégias.

Porém, mesmo as organizações que reconheceram a necessidade de adotar uma abordagem digital enfrentam outro grande obstáculo: a implementação. A transformação da área, como em qualquer parte de uma companhia, requer superar obstáculos técnicos, organizacionais e culturais já consolidados.

Antes de iniciar qualquer tipo de mudança na operação, segundo Ricardo Rodrigues, Head de Supply Chain da AGR Consultores e Diretor de Logistics & Field Services da Magazine Luiza, é preciso entender que a evolução sustentada e madura se conquista com o tempo. “Toda modificação depende do tamanho da organização, que vai ditar se isso será mais rápido ou não. Mas há uma ordem e quem não seguir dificilmente vai conseguir”, diz. Durante o Comitê de Supply Chain sobre 'A transformação digital na logística' ,que aconteceu no dia 28/05, o especialista compartilhou dicas que podem auxiliar a transformar progressivamente a operação de empresas de logística.

 

DA ESTABILIZAÇÃO À AUTOMAÇÃO

O primeiro passo para implementar a transformação digital na área de Supply Chain é estabilizar e organizar a operação, revisando os sistemas, adequando as bases e redesenhando processos. Em seguida, de acordo com Rodrigues, é necessário automatizar o fluxo e organizar as atividades operacionais. Mas nada adianta fazer mudança sem monitorá-las. Por isso, usar indicadores, dashboards e alarmes para garantir nível de serviço e custos e controlar a performance é essencial.

Segundo o especialista, as empresas também não podem se esquecer de otimizar processos e introduzir os novos serviços de uma forma diferente. “O desenho da sua malha logística é você quem faz, é preciso se diferenciar. Se você pensa que apenas uma plataforma única vai digitalizar sua operação, você vai se nivelar no mercado. Mas, se você se permitir criar novas maneiras de atender o consumidor, sua performance pode ser superior à média. Fazer diferente também envolve planejamento e ferramentas desenvolvidas só para você”, defende.

Além disso, é preciso ter informações compartilhadas e disponíveis na hora de digitalizar processos, ser ágil no dia a dia e apostar na interatividade. Para Rodrigues, sistemas de retaguarda precisam garantir o controle e a governança, mas não podem ser colocados no dinamismo para interação de rede. É necessário desenvolver processos de maneira simples e enxuta. Só depois de implementar e consolidar esse sistema, diz ele, que a empresa pode aumentar exponencialmente de capacidade, velocidade e produtividade.

Pode parecer simples, mas o especialista alerta: não é só o fato de ser digital que ajudou empresas a mitigarem os impactos do novo coronavírus na cadeia de logística. A companhia precisa ser leve, se adaptar rapidamente e ter alavancas estratégicas disponíveis para serem aplicadas em momentos incertos. “Se você é responsivo, você consegue implementar uma novidade com rapidez e aproveitar o momento de crise para transformá-lo em uma oportunidade”, diz o Diretor de Logistics & Field Services da Magazine Luiza.

 

FOCO NO CONSUMIDOR, AGORA DIGITAL

Com a chegada do e-commerce, os hábitos de consumo mudaram e a primeira demanda que o consumidor cobrou foi a velocidade. Exclusividade, conveniência, transparência, praticidade, disponibilidade e interatividade também são valores que o cliente final leva em consideração quando o assunto é logística.

Para retirar o Supply Chain da retaguarda e utilizá-lo como um pilar estratégico e protagonista na operação, a organização precisa colocar esses valores como prioridade e se posicionar verdadeiramente como customer centric. “A voz do cliente precisa falar forte e as empresas precisam se esforçar para entendê-los. É importante para o consumidor se sentir confortável para comprar”, afirma Ricardo Rodrigues.

 

SERVIÇO EM PRIMEIRO LUGAR

O surgimento do omni-canal pôs fim ao antigo cabo de guerra entre custo e nível de serviço. De acordo com o Diretor de Logistics & Field Services da Magazine Luiza, o custo de servir ainda é importante, mas agora o que vale é a arte de oferecer o melhor serviço por um preço acessível. Nesse novo contexto, para um negócio se manter competitivo, o desenho do canal de distribuição precisa começar pelo começar sempre pelo serviço que quer (e precisa) promover, e não pelo custo. 

 

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