Um 2017 melhor que 2016, projetam dirigentes e economista em Seminário de Campinas

publicado 22/11/2016 13h25, última modificação 22/11/2016 13h25
O economista Fernando Honorato, do Bradesco, e os presidentes da ZF, ZMC. Mars e DHL no Brasil participaram do encontro que discutiu perspectivar para o Brasil em 2017
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O ano de 2017 será melhor que o de 2016, mas as empresas vão precisar crescer de outra forma: inovação será fundamental. Este foi um consenso nas análises dos empresários Javier Bilbao, diretor no Brasil da DHL, José Carlos Rapacci, presidente da Mars Brasil Petcare,  Antonio Carlos Zem, presidente da ZMC na América Latina e Wilson Brício, presidente da ZF, América do Sul que  participaram no Seminário Perspectivas para 2017, na Amcham Campinas, na sexta, (18/11).

Fernando Honorato, economista do Bradesco, encerrou o evento, que contou com a participação de cerca de 300 empresários, e mostrou que os estudos do seu banco preveem para o ano que vem um modesto crescimento de 1% no PIB, acelerando em 2018 para 3%. A inflação também deve cair mais acentuadamente, podendo chegar ao centro da meta em julho de 2017, segundo as projeções.

Honorato mostrou que a confiança dos empresários vem se recuperando rapidamente, chegando a níveis semelhantes ao que aconteceu após a crise de 2008-2009. Os salários no Brasil caíram se forem cotados em dólar, o que torna a mão de obra mais barata, lembra. O comportamento dos consumidores brasileiros, durante a atual crise, conforme o estudo do economista do Bradesco, foi diferente da crise de 2009: O consumo caiu mais do que a renda, mostrando que os consumidores se endividaram menos.

Para dois dos expositores, Antonio Carlos Zem, da ZMC-AL, que fornece defensivos para a agropecuária, e José Carlos Rapacci, da Mars, proprietária de marcas de ração para pets, como Whiskas e Eukanuba, até recentemente a crise ainda não havia chegado nos seus setores. “Em 2016, vamos ter uma pequena redução de vendas, depois de muito tempo de crescimento”, comentou  Rapacci. Zem comentou que foram 12 anos de crescimento contínuo no seu mercado. Em 2015 já começou o aperto e 2016, o ajuste de metas.

Na área de serviços de logística, representada pela DHL, Bilbao observou que o comportamento dos diversos setores foi bem diferenciado, com encolhimento de alguns e crescimento em outros. “Notamos que em julho passado o mercado parou de cair”, disse. Mas a retomada, segundo ele, deve ter outra dinâmica, com a aproximação de empresas de tecnologia, as startups, que propõe abordagens inovadoras.

Bilbao e Brício, da ZF, empresa de origem alemã, fornecedora de sistemas para as montadoras de automóveis, ressaltaram que muitas soluções encontradas no Brasil acabam sendo exportadas pelas empresas para outras filiais e algumas são adotadas nas sedes. A criatividade dos colaboradores brasileiros foi considerada um grande ativo também pelos dirigentes da Mars e da ZMC.

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