CEO da Matchbox, startup de HR Tech, dá dicas sobre transformação digital

publicado 21/05/2018 09h16, última modificação 21/05/2018 10h15
Uberlândia - Kléber Piedade relata aprendizados durante a construção do modelo de negócios da empresa
Kléber Piedade

Mindset de transformação e impacto move a startup (reprodução/Matchbox)

Transformar a relação entre os talentos do mercado de trabalho e as empresas que estão recrutando é o propósito da Matchbox, Startup de HR Tech. Durante evento na Amcham – Uberlândia, Kléber Piedade, CEO e fundador da empresa, falou sobre transformação digital e tendências para os empresários da região. Confira o bate-papo com o executivo:

 

Amcham: Quais foram os maiores erros e aprendizados durante a concepção e transformação da Matchbox? Como ela é um exemplo para organizações que passam pela mesma trajetória?

Kléber Piedade: O processo de transformação da Matchbox se deu muito quando pensamos em qual era o problema que a gente queria resolver e como a gente fazia isso. Resolvemos atacar a jornada de um talento, desde o primeiro contato até o momento em que se efetiva uma contratação. Entendemos que esse deve ser um processo muito mais fluido, com melhor experiência para o talento, e olhamos para isso de maneira holística.

Em relação aos erros, [no começo] focamos muito em etapas pontuais e melhorias incrementais, mas nosso direcionamento hoje é no transformacional. Ou seja, como eu realmente revoluciono a forma como talentos e empresas se relacionam. Esse mindset de transformação e impacto é algo que tem nos orientado.

 

A: Que dicas dariam pra organizações pequenas e médias realizarem sua transformação digital?

K: As dicas que deixo sobre transformação digital é que sim, ela é necessária, e pode começar em questões menores do dia a dia, como em questão de controle de ponto de funcionários, passando por pesquisas com clientes. Para tudo isso, existem ferramentas digitais para automatizar. A transformação digital é essencial para as organizações, olhando para o que é periférico ao negócio e para o que é essencial. Já tem bastante coisa pronta, não precisa reinventar a roda, é buscar referências para fazer essa transformação e mirar em resolver problemas grandes.

 

A: Como detectar tendências de negócios para o futuro e ser relevante nos próximos anos?

K: Estamos entrando na fase de crescimento exponencial [da tecnologia], a forma como as informações têm sido processadas e tudo que gera de impacto na sociedade está mais ágil. Isso gera tendências e uma sensação às vezes de desespero, de não saber o que tem que aprender, como aplicar nos negócios, se faz sentido ou não. Acho que a dica é: sim, você tem que estar por dentro do que está acontecendo. Estamos falando de Inteligência Artificial, então você tem que saber o que é, os principais usos, para big data é a mesma coisa, ao mesmo tempo em que você busca entender o que é relevante para o seu negócio. É ter o senso crítico de não usar Inteligência Artificial só porque todo mundo está usando. Minha dica é pesquisar muito, manter a curiosidade e buscar as soluções-tendência para adaptar a sua realidade de negócios para resolver problemas.