Comportamento e ambiente de negócios podem definir rumo da inovação, diz executivo

publicado 13/08/2013 15h55, última modificação 13/08/2013 15h55
Belo Horizonte – Sérgio Nader, da Seculus, participou de seminário com executivos do Gartner e do Elo Group
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Inovar não significa apenas apresentar um ineditismo tecnológico ou um objeto muito diferente do usual aos clientes. Inovação também não se restringe ao setor privado nem à indústria de bens de consumo, mas abrange todos os tipos de serviços, inclusive os governamentais. O que a determina são o público e o ambiente sócio-econômico em que o negócio está inserido, afirma Sérgio Nader, diretor comercial do Grupo Seculus, durante o Seminário de Inovação da Amcham – Belo Horizonte.

“Em qualquer tipo de negócio, é preciso ficar atento ao público e detectar mudanças de comportamento. Quando se fala em inovação, não precisa ser só com tecnologia, pode ser no modo como usar [um produto ou serviço]”, define.

O evento ocorreu na terça-feira (13/08) e contou ainda com palestras de Celso Chapinotte, diretor regional do Grupo Gartner, e Rafael Clemente, fundador da consultoria Elo Group e da incubadora Innvent – Innovation & Venturing.

Moda e economia

Foi um novo modo de encarar o uso do relógio que mudou a produção e as vendas da Seculus, conta Nader. No começo dessa década, a empresa percebeu no público uma mudança geral sobre moda e estilo de vida. “O relógio evoluiu e hoje é um acessório de moda, tem design e conceito. A gente brinca que ele até dá as horas”, comenta.

O diretor destaca que, ao mesmo tempo, o Brasil passou por um período de crescimento econômico, com significativa mobilidade social que favorecia a Seculus, cujo público-alvo são as classes B e C.

“Houve uma explosão na classe C. Se o público tradicional vinha em decréscimo, o jovem, que antes não usava relógio e que agora tinha mais poder de compra, passou a incorporá-lo no seu dia-a-dia”, relata.

A receita bruta da fabricante quintuplicou, em seis anos, de R$ 60 milhões, em 2006, para R$ 310 milhões em 2012. “Temos grande mobilidade social, no Brasil, que em alguns momentos é acelerada. Isso pode constituir em grandes oportunidades para o mercado”, declara.

Tendências

A tecnologia é um o principal meio por onde correm as oportunidades de inovação, diz Celso Chapinotte, diretor regional do grupo Gartner, empresa que analisa tendências em TI no mundo todo. A empresa destaca quatro elementos que devem influenciar todos os tipos de negócios, aos quais chama de “Nexus das Forças”: mobilidade, processamento em nuvem (cloud computing), redes sociais e informação.

Segundo o executivo, esses recursos vão impactar as organizações e as gestões, públicas ou privadas, de qualquer porte. “Essas forças, de modo coordenado, vêm transformando os negócios no mundo todo. Pensar em inovação, hoje, passa obrigatoriamente pelo uso estratégico dessas tendências”, adverte.

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