Diversidade de perfis e competências na equipe favorecem a inovação

publicado 07/08/2015 10h37, última modificação 07/08/2015 10h37
São Paulo – Condições adequadas e posicionamento da liderança também influenciam, afirmam executivos
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Inovar é imperativo, mas torna necessário pensar nos perfis de profissionais e nas condições adequadas para que o processo de inovação ocorra efetivamente nas organizações.

“O que gosto de questionar é se o ambiente favorece ou não a inovação, se a liderança permite que os funcionários inovem, e se existem as competências adequadas, se o executivo tem perfil para inovação”, pontua Ana Cristina Piovan, diretora de Recursos Humanos Latam da DuPont Negócios Agrícolas.

Ela participou do comitê aberto de Inovação da Amcham – São Paulo, quarta-feira (05/08), ao lado de Paula Caires, gerente executiva de RH da Serasa Experian; Adriano Silva, Publisher do Projeto Draft; e Maximiliano Carlomagno, sócio-fundador da Innosciense e presidente do comitê.

Na DuPont, companhia que tem em sua história inovações como Kevlar, Neopreme, Lycra, Teflon e Nylon, a diversidade de perfis nas equipes é prioridade dentro desse tema, afirma a executiva.

A ordem é permitir e tolerar o erro - “várias inovações vieram de coisas que não deram certo”, cita -, desapegar do que já construiu, realizar conexões de conhecimento e desafiar o status quo. “Nosso perfil é encorajar e reconhecer quem faz perguntas difíceis”, declara.

Na Serasa Experian não há inovação sem engajamento, liderança que valorize pensamentos diferentes, e transformação cultural, conta Paula. “Transformação cultural, aliás, é nossa maior agenda”, diz.

Ela explica que dificilmente haverá grandes ideias se os funcionários não estiverem engajados. E ressalta que é necessário ter, nos times, os talentos adequados ao processo de inovação. “Somos focados em trazer as pessoas certas e não apenas as criativas”, comenta.

Perfis

As pessoas certas, para Carlomagno, são as que reúnem as competências para inovar (motivação para mudanças, identificação de oportunidades, comportamento em relação a desafios, adaptação durante projetos, tolerância às incertezas, foco em resultados e gestão de processos).

O executivo afirma que a inovação tem mais chance de dar certo quando se reúnem diferentes perfis de inovadores que se complementam, pois cada etapa do projeto demanda competências específicas. “Há o idealizador, que tem a ideia, o refinador da ideia, o experimentador e o executor, o que dá escala ao projeto”, explica.

Reconhecer os perfis distintos e se há condições para inovar dentro da empresa são essenciais para inovar porque o próprio conceito de inovação é um dilema para as corporações, observa Adriano Silva. “A empresa já se estabeleceu e, nesse momento, se tornou conservadora, virou establishment”, expõe.

Mas como os ciclos se tornaram muito mais rápidos, as empresas são forçadas a inovar e correr para quebrar paradigmas.

Ele lembra que o “espírito maker” é antagônico à conformidade estabelecida nas companhias. “Há quem ache que a Apple foi genial ao fazer o iPod, mas a genialidade aconteceu quando ela o matou para fazer o iPhone, reinventando outra indústria, a dos celulares”, conclui.

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