Grande mudança provocada pela Inteligência Artificial será no modo como interagimos, segundo empresários de tecnologia

publicado 23/04/2018 15h21, última modificação 23/04/2018 16h18
Campinas – Especialistas da Accenture, Microsoft e CI&T se reuniram para discutir a economia e revolução por trás da I.A.
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Encontro promovido pela Amcham - Campinas (19/04) abordou desdobramentos para o mundo dos negócios

A inteligência artificial (I.A) tem permitido ao ser humano desenvolvimentos altamente relevantes nas mais diversas áreas. Mas, ao mesmo tempo em que revoluciona grandes tecnologias, a I.A também transforma atividades simples e cotidianas, como é o caso da forma como interagimos.

Para os especialistas da Accenture, Microsoft e CI&T, presentes no encontro promovido pela Amcham - Campinas no último dia 19 de abril, a mudança nas interações também traz desdobramentos para o mundo dos negócios. “Hoje o consumidor se pensa como o centro do mundo, e isso quebrou e revolucionou os modelos de negócios que tínhamos vivido até o momento”, afirmou Gabriel Moreira da CI&T.

Moreira abordou ainda que, apesar da deficiência do país no desenvolvimento dessas tecnologias, muitos modelos de negócios podem surgir aproveitando esses gaps: “Ao mesmo passo que essa pode ser uma infelicidade, pode significar também, para aqueles que souberem empreender, uma oportunidade de mudança nos modelos de negócios que temos hoje”.

Eduardo Plastino, especialista da Accenture, lembrou que, apesar dessas mudanças serem inevitáveis, elas causarão desdobramentos, e que precisaremos saber como lidar com eles, sendo o principal delas a educação. “Precisamos pensar que se a I.A irá mudar a forma como o ser humano interage e também trará novas revoluções, precisamos inseri-la no nosso cotidiano, portanto a educação terá que mudar. Como ensinaremos as nossas crianças a lidar com essas tecnologias? Como ensinaremos a cidadania digital?”, abordou Plastino.

Essa realidade parece estar bastante distante do Brasil, ainda segundo Plastino, os ecossistemas e interação no país são muito fracos e isso prejudica o desenvolvimento dessas tecnologias. “Iniciativas como a da Amcham são extremamente importantes, levantar o debate sobre a I.A é o primeiro passo para que ela se desenvolva em um ecossistema, e no Brasil eles ainda são muito fracos. Isso prejudica a inserção do país da cadeia global”, finalizou.

Com todas as considerações Gustavo Gattass, da Microsoft, reforçou o grande papel das transformações digitais, principalmente quanto a I.A. “Não podemos nos esquecer de que essas tecnologias surgiram para derrubar barreiras, ou seja, vislumbramos um futuro próximo em que não teremos fronteiras e as interações serão cada vez mais simples”, finalizou.