Inovação terá ênfase no governo Dilma Rousseff

por daniela publicado 13/12/2010 17h20, última modificação 13/12/2010 17h20
São Paulo- Para Jorge Ávila, presidente do Instituto Nacional de Propriedade Industrial, objetivo é ampliar competitividade do País.
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O estímulo à inovação no Brasil ganhará ênfase no governo da presidente Dilma Rousseff, avalia Jorge Ávila, presidente do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). De acordo com ele, a Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), lançada em 2008 com o objetivo de ampliar a conexão comercial do Brasil com o mundo por meio de uma indústria nacional de maior valor agregado, trará mais mecanismos de promoção da inovação em sua segunda fase, a PDP 2, que já está em processo de elaboração e será implementada na próxima gestão.

“No governo Dilma Rousseff, a área de inovação terá atenção tão grande ou ainda maior do que teve no governo Lula. O momento pede isso, o Brasil tem muitas oportunidades e pode se tornar mais competitivo através de seus esforços em pesquisa e desenvolvimento (P&D). Isso é fundamental para que o País possa sustentar seu ritmo de crescimento econômico”, afirmou Ávila, que participou nesta segunda-feira (13/12) do seminário “A propriedade intelectual como bem estratégico de sua empresa”, promovido pela Amcham-São Paulo.

O presidente do instituto ressaltou que é crescente a demanda por patentes no País, que está se inserindo mais no mercado global de inovação e tecnologia.

“O INPI triplicou a sua capacidade de exames de patentes. Em quatro anos, o quadro de técnicos passou de seis mil para 18 mil; porém, os pedidos de patentes vêm crescendo em ritmo acelerado. Para se ter uma ideia, em 2000, foram depositadas 14 mil patentes e, neste ano, fecharemos em 30 mil.”

Caso DuPont

O vice-presidente de P&D da DuPont na América Latina, John Julio Jansen, que também esteve no debate na Amcham, defendeu o envolvimento de toda a sociedade na geração de valor de produtos e serviços brasileiros a partir da inovação. Para ele, há necessidade de uma mudança cultural no País.

“Além da união entre governo e setor privado em diversas iniciativas, a inovação deve ser disseminada nas escolas, nas universidades. O trabalho precisa ser conjunto. Não adianta o INPI avançar em estrutura se as pessoas não sabem o que é propriedade intelectual e qual é a sua importância”, enfatizou.

Jansen comentou que a propriedade intelectual protege os investimentos das companhias em inovação, que, por sua vez, é a grande propulsora do crescimento das empresas, da competitividade dos países e da melhoria do padrão de vida da população. Como exemplo, a parcela de patentes dos Estados Unidos, que assume a liderança neste quesito no contexto global, é de 19%, e a economia americana representa 24% do Produto Interno Bruto mundial. Já a fatia de patentes da América Latina é de somente 0,2% do total no mundo e a participação no PIB global é da ordem de 8%.

A DuPont, que atua nos segmentos de agricultura e nutrição, segurança e proteção, materiais de alta performance, tecnologias de cor e revestimento e tecnologias de eletrônicos e comunicação, teve neste ano, até o mês de outubro, 504 patentes concedidas nos Estados Unidos, um incremento de 15% em relação ao mesmo período de 2009.

O desenvolvimento de produtos inovadores tem crescido em velocidade significativa. Em 2004, foram criados 800 e, neste ano, 1451. O peso deles no faturamento segue esse movimento. Em 2010, as vendas de produtos novos representam 38,5% do faturamento total, sendo que em 2000 somavam 20%.

 

 

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