O segredo da boa estratégia de comunicação está em descobrir qual é a sensação que sua marca provoca, indica Fernando Kimura

publicado 25/05/2018 16h13, última modificação 29/05/2018 14h33
Campo Grande – Especialista em neuromarketing deu dicas de estratégias para engajar emocionalmente clientes
Fernando Kimura

Neuromarketing é “bem-vindo para estreitar o processo de comunicação entre empresa ou produto e consumidor”, segundo Kimura. (Foto: Divulgação)

Usar estratégias que envolvem a emoção pode ajudar as empresas a construírem marcas e produtos fortes, que engajam seus consumidores e com força no mercado. Um dos maiores especialistas brasileiros no assunto, Fernando Kimura, alerta que isso não envolve apenas felicidade: existe uma diversidade de emoções que podem conquistar, como luxo, tranquilidade, bem-estar.

“Costumo dizer que podemos explorar prazeres ainda não observados na cabeça dos consumidores. E isso as empresas podem incutir na comunicação e seus produtos. O mais importante do que quem somos, onde estamos, nossa visão, é: qual é a nossa sensação? A partir disso você constrói algo para a marca ou produto para que todo o mercado sinta a mesma coisa”, relatou, durante o comitê aberto de Marketing e Vendas da Amcham – Campo Grande em 17/05.

Isso faz parte do neuromarketing, uma junção de duas áreas: o marketing e a neurociência., relata que o uso desses conhecimentos ajuda as empresas a terem insights para melhorarem seus produtos e marcas. Isso vai desde a criação de embalagens, produtos e comunicação voltados para que o consumidor sinta a emoção. “É extremamente bem-vindo para você estreitar o processo de comunicação entre empresa ou produto e consumidor”, avalia.

 

Como ter uma marca amada?

“Temos infinitas marcas amadas como Disney, Nestlé, Apple. A gente percebe que grande parte das empresas que tem marcas amadas ou queridas pelo público têm engajamento emocional com o consumidor”, relata Kimura. Ele ressalta que, além disso, algo que elas têm em comum é a impecabilidade em relação ao atendimento ao cliente. Algumas marcas que são “odiadas”, pontua, não conseguem alterar esses processos. Por falta de transparência, por reclamações de atendimento ou falta de pós-venda, elas acabam sendo rejeitadas pelo público e não alcançam esse estreitamento emocional.

 

Humanização como tendência

Kimura vê que, apesar do avanço da tecnologia, a comunicação deve perceber a oportunidade de humanizar seus processos. “Percebo que hoje, com os adventos tecnológicos, o marketing e as empresas só discutem tecnologia. É interessante automatizar processos, mas, onde temos total automatização, abre-se a possibilidade de humanização. E aqui está o gap, das empresas que automatizam, como elas podem também humanizar nessa era de automatização”. Ele exemplifica que, ao fazer uma compra em um e-commerce, recebeu a foto da pessoa que trabalha na logística da empresa com seu nome, contato e abrindo a possibilidade de entrar em contato caso houvesse algum problema.

 

Kimura também já participou de um Fórum de Marketing da Amcham - São Paulo. A íntegra de sua palestra pode ser assistida abaixo: