Por que startups falham? Os 3 pontos mais importantes para fazer diferente

publicado 14/05/2021 12h44, última modificação 14/05/2021 12h44
Focar mais na ideia do que no problema, buscar investimento no momento errado e não ser estratégico ao participar de pitches e eventos são os principais erros de startups
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Negligenciar a fase de planejamento é uma das razões de startups falharem

 A incerteza e o risco envolvidos no empreendedorismo já são velhos conhecidos, e as startups não ficam fora dessa: esse formato de negócio é ainda mais arriscado. Um estudo conduzido pelo Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da Fundação Dom Cabral (FDC) afirma que pelo menos 25% das startups fecham com menos de um ano

Segundo Maria Augusta Miglino, consultora de empreendedorismo e inovação do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP), o risco de trabalhar com inovação é maior do que com atividades tradicionais porque, normalmente, se trata de algo totalmente novo e construído do zero, gerando ainda mais incerteza. Já nas atividades tradicionais, mesmo que exista um certo risco, os caminhos são mais conhecidos. 

Quando se trata de uma startup, às vezes a ideia é tão nova que não existe nada parecido, fazendo com que o empreendedor precise passar por inúmeras etapas para tentar colocar o negócio para funcionar. “Nesse sentido, o risco é maior, porque às vezes é uma inovação tão radical que fica difícil de prever os próximos passos com muita exatidão”, afirma Maria Augusta. 

Desta forma, para sair da estatística, diminuir as incertezas e gerenciar uma empresa de sucesso, é preciso estar atento aos pontos mais relevantes que podem levar ao fracasso esse negócio tão arriscado. Segundo a especialista do Sebrae, existem três falhas de startups que são comuns e necessitam de atenção:  

1. Se apaixonar pela ideia e não pelo problema 

Muitas vezes, o empreendedor tem uma ideia, fica obcecado com ela e não vai ao mercado consultar as pessoas para entender se há demanda; para saber se aquela ideia entregaria valor ao cliente; se o cliente está disposto a pagar por aquela ferramenta; e se a solução está resolvendo problema de alguém, de fato.  

Essa não validação, segundo Maria Augusta, é um dos principais motivos de startups falharem: “Muitas vezes, essas empresas começam com ideias brilhantes, mas até essa ideia se transformar em um negócio de fato muitas coisas acontecem e os empreendedores têm que repensar os rumos (pivotar).” A especialista lembra ainda que a validação faz parte de toda a fase de planejamento, que não pode de maneira alguma ser deixada de lado.  

“Para quem não gosta e não está acostumado, o planejamento é uma fase chata e muito trabalhosa. Por isso, muito empreendedores já querem ir logo para a prática e dar vida ao negócio”, menciona Maria Augusta. Entretanto, ela orienta que é preciso estruturar as finanças, comunicação e marketing, a parte jurídica e analisar se será preciso buscar ajuda externa para começar a rodar uma empresa.  

2. Buscar investimento no momento errado 

Ainda que pareça obvio procurar investimento o quanto antes, essa premissa, na verdade, está errada: receber financiamento antes da hora certa é um problema. “Às vezes, o empreendedor tem uma boa ideia, o negócio está em desenvolvimento e caminhando bem, recebe um aporte sem estar preparado para isso e acaba gastando sem sequer ter a hipótese de negócio validada”, adverte a especialista.  

Receber investimento sem ter muita clareza de como aloca-lo pode ser um erro. Na visão de Maria Augusta, se o empreendedor se perder pelo caminho com o investimento, estará em uma situação complicada quando o investidor exigir o retorno – e ele com certeza exigirá. “A probabilidade de um investidor investir em alguém que tem apenas uma ideia é muito pequena, geralmente, o investidor vai querer olhar para o negócio e já enxergar aquela ideia materializada”, comenta.  

3. Não pensar de forma estratégica ao participar de pitches e eventos 

Participar de pitches e concursos sempre trarão algum aprendizado na vida de uma startup. Por isso, tudo que se puder aprender para melhorar o negócio, o próprio pitch e aprimorar os conhecimentos é favorável.  

Entretanto, existe a questão de estar no lugar certo na hora certa, segundo a consultora do Sebrae. “Por exemplo, se um empreendedor tem um foco muito específico de negócio e de tema, não deve sair participando de tudo quanto é evento”, aconselha.  

Por isso, é preciso saber filtrar os eventos que fazem sentido para o negócio. Isso para ter um acesso mais certeiro a determinadas pessoas e redes de contato. É importante também estar alinhado com os objetivos daquele evento, como, por exemplo, o nível de maturidade exigido do negócio.  

 

STARTUPS FALHAM, MAS NÃO AQUI

Ainda que startups falhem, um bom planejamento e conhecimento de mercado são os pilares para começar a construir um negócio sólido e duradouro. Quando esses pilares estiverem bem estabelecidos, é importante fazer relacionamento com o ambiente empresarial por meio de eventos e pitches que fazem sentido para a empresa.  Além de aprendizados importantes, esses momentos são fundamentais para garantir acesso mais certeiro a determinadas pessoas e redes de contato - o que pode mudar o rumo de um negócio

Sabendo disso, a edição de 2021 do concurso de startups Amcham Arena já está com inscrições abertas. O evento garante visibilidade do negócio às mais de 5 mil empresas de diferentes portes e segmentos que são nossas sócias, além de gerar conexões, feedbacks e até possíveis parcerias.  

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