Presidente do INPI defende modernização do instituto em encontro com empresários americanos

por andre_inohara — publicado 10/04/2012 14h50, última modificação 10/04/2012 14h50
Washington – Jorge Ávila citou fala da presidente Dilma nesta segunda, reforçando essa necessidade.
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Em encontro nesta terça-feira (10/04) promovido pela Amcham e pela US Chamber em Washington, Jorge Ávila, presidente do Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (INPI), mostrou aos americanos os planos da entidade para enfrentar o backlog (estoque de patentes requisitadas e ainda não examinadas) e o aumento dos pedidos de patentes no Brasil, e comentou as dificuldades para colocar a estratégia em prática, especialmente a grande necessidade de aumento de pessoal.

Veja aqui: Aumento de pessoal é indispensável para INPI baixar prazo de concessão de patentes

Sistema ágil de concessão de patentes é essencial ao desenvolvimento da inovação

Ele citou as palavras da presidente Dilma ontem (09/04), em sua visita a Washington, defendendo a modernização do instituto. “A presidente disse que o INPI foi criado em bases que não existem mais. Era outro estágio de desenvolvimento que não se aplica mais ao novo ambiente em que o País está imerso. Então, teremos que revolucionar tudo o que está estabelecido. Concordo plenamente”, afirmou Ávila.

Ele aproveitou para defender o sistema Patents Prosecution Highway (PPH) nesse novo cenário. Trata-se de um programa idealizado pelo Escritório de Marcas e Patentes dos EUA (USPTO, na sigla em inglês) para que os examinadores de patentes dos países participantes tenham acesso aos resultados de busca e exame dos pedidos de registro já analisados pelo USPTO. O objetivo do programa é agilizar o processo de concessão.

O INPI estuda aderir ao programa. Até o final do ano passado, o USPTO mantinha 27 acordos PPH com 19 diferentes escritórios de patentes ao redor do mundo.

“Quando falamos em colaboração internacional no exame de patentes, ainda há muitas resistências, que têm a ver com a observação da presidente Dilma. As pessoas ainda pensam que é preciso proteger a indústria brasileira de patentes estrangeiras. O PPH faz sentido, é adequado para o novo Brasil, para que se busque a promoção de patentes.”

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