Seleção Natural 4.0: sobrevivência ou existência digital?

publicado 17/12/2018 17h26, última modificação 08/03/2019 11h30
Campinas - Para CEO da Tribo, transformação digital é menos sobre tecnologia e mais sobre pessoas
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Darwinismo digital é o fenômeno pelo qual a tecnologia e a sociedade evoluem mais rapidamente do que a capacidade de uma organização ou empresa se adaptar às mudanças. Mas como falar do digital sem esquecer a relação humana? O assunto reuniu cerca de cem líderes de empresas da região, no CEO Dinner realizado no dia 05 de dezembro pela Amcham - Campinas.

As principais discussões sobre as mudanças nesse novo cenário não foram sobre tecnologia, mas sobre pessoas e como mudar, se adaptar e sobreviver em uma era mais aberta, horizontal, na qual o propósito é muitas vezes o que guia as pessoas.

O CEO da CI&T, César Gon, deu início às reflexões da noite afirmando que a “transformação não é só sobre o modelo de negócios ou tecnologia. É sobre olharmos para nossos times de uma maneira mais poderosa para desenvolver negócios mais virtuosos e sustentáveis”. 

Já o CEO da Bayer, Rodrigo Santos, apresentou seu ponto de vista comentando que “a transformação digital não é um fim, é um meio, pois o principal ativo de transformação é as pessoas”. Durante a discussão, o CEO da Tribo, Ryoichi Oka Penn, acrescentou também que “a capacidade de inovar é proporcionada pela capacidade de aprender”.

Durante o encontro, foram ressaltadas diferentes soluções para se adequar ao meio digital, como colocou o CEO da Clearsale, Pedro Chiamulera: “a geração de hoje busca transparência”. Complementando, o CEO da Easy Carros, Fernando Saddi alerta que ”se não nos reinventarmos, alguém irá fazer isso por nós”.

Trazendo o tema à realidade da área de advocacia, a sócia do Tozzini Freire Advogados, Maria Elisa Verri, refletiu que “devemos sair do óbvio, dar chances para fazer diferente, e conseguir lidar com o fato que a falta de hierarquia facilita a inovação”. Como alternativa para essa adaptação, Verri conclui que “temos que ter um olhar interno, não ir contra a cultura da empresa, acreditar muito nas pessoas, e pensar: que valor é possível tirar do seu time?”.

E por fim, resumindo a discussão, Oka Penna convidou a todos a refletir que a inovação deve ter outro significado para a organização: “A transformação digital é muito menos tecnologia e muito mais gente”.

Assista ao vídeo do encontro: