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Startups tech: saiba como elas podem colaborar na transformação digital da sua empresa

publicado 03/03/2022 13h48, última modificação 03/03/2022 13h48
Como será o futuro dos negócios? Ele já está sendo desenhado por algumas startups. Conecte-se para não ser surpreendido!
Startups tech: saiba como elas podem colaborar na transformação digital da sua empresa

As startups tech podem se apresentar como uma concorrência incômoda para empresas estabelecidas no mercado. Com estratégias disruptivas, elas mudam a percepção do consumidor sobre a melhor forma de resolver seus problemas.

Contudo, não é exatamente esse o esforço de qualquer empreendimento? Gerar um valor superior ao entregar soluções melhores, mais eficientes e menos onerosas? Por que não “mudar o jogo” e usar isso a favor do negócio? 

Segundo Marcelo Rodrigues, diretor de Inovação & Novos Negócios da Amcham Brasil, “A inovação aberta é a forma de a empresa acelerar seu negócio, com a contribuição de diferentes percepções, internas e externas, sobre os desafios e oportunidades de modelos de negócios.”

Nesse contexto, vamos entender como diferentes tipos de techs podem contribuir para a jornada de inovação e transformação digital da sua empresa! Confira!

O que são as startups tech?

Startups são empreendimentos dedicados à validação de um modelo de negócios escalável, recorrente e lucrativo. Já as startups tech são aquelas que aplicam tecnologia em áreas específicas, como finanças, educação, mobilidade e saúde.

Ou seja, elas desenvolvem e aplicam tecnologia em um segmento de mercado, no lugar de oferecer soluções genéricas. Essa especialização permite que elas elaborem soluções mais eficientes no que se comprometem em executar.

Além disso, a especialização torna mais fácil implantar estratégias de mercado, pois a startup consegue operar como uma estrutura enxuta, com foco em demandas especificas do setor em que atua e conectada ao ecossistema de inovação.

Como as startups tech colaboram com a transformação digital? 

Startups de diversos segmentos contribuem de formas distintas para a transformação digital nos negócios:

Fintech

As techs do setor financeiro são um ótimo exemplo, seja como fornecedoras de serviços, seja como agentes de inovação aberta. Vários bancos desenvolveram programas de aceleração, incubando algumas dessas startups para oferecer novos produtos aos seus clientes.

Ao mesmo tempo em que essas fintechs usam a estrutura dessas instituições, a interação entre as equipes ajuda a quebrar paradigmas, além de criar oportunidades para a transformação digital e escalá-las.

Além disso, por meio das fintechs, empresas dos mais variados segmentos e portes têm acesso a meios de pagamento e serviços financeiros fundamentais para a transformação digital. Por exemplo, durante muito tempo, a falta desses serviços foi uma limitação para que empresas de menor porte pudessem vender pela internet com segurança, agilidade e versatilidade.

Edtech

Em um setor tão carente no Brasil, como o da educação, as startups têm um papel importante na criação de soluções que democratizam o acesso a uma educação de qualidade no país. A forma como as empresas capacitam os seus colaboradores também está mudando, o que torna as Edtechs interessantes para qualquer empresa que busque a excelência no mercado. É preciso “reaprender a aprender”, e disso depende a assimilação de uma nova cultura.

Educar é uma das atividades mais desafiadoras da transformação digital. Além de desenvolver ferramentas especificas para o ensino à distância, é preciso elaborar métodos adequados, que facilitem o aprendizado on-line.

Por isso, novas linguagens e formas de ensinar, como a gamificação, têm um papel determinante no nosso futuro e uma excelente aceitação.

Healthtech

Esse é outro segmento altamente promissor. Diagnósticos à distância, troca de opiniões entre diferentes especialistas, exames digitais, sensores de monitoramento de sinais vitais, inteligência artificial aplicada à autorização de exames e agendamento on-line são exemplos práticos de contribuições importantes das Healthtechs para a transformação digital.

Foodtech

O setor alimentício tem grandes desafios de logística na incorporação da transformação digital. Afinal, é relativamente simples desenvolver um aplicativo capaz de facilitar o envio de pedidos, por exemplo, mas a entrega depende de uma estrutura que precisa ser otimizada para permitir sua escalabilidade.

Por isso, toda a cadeia produtiva de alimentos pode se beneficiar de parcerias com diferentes segmentos de startups.

Lawtech ou Legaltech

A área jurídica tende a ser fortemente impactada por soluções de inteligência artificial, com capacidade de automatizar processos e melhorar a produtividade. Soluções que desburocratizam procedimentos jurídicos de forma segura prometem uma revolução, abrindo espaço para a criação de uma nova cultura entre os profissionais.

Proptech ou Imobtech 

O setor imobiliário também sofre com a burocracia e já dá sinais importantes da capacidade de assimilar as mudanças da transformação digital. O conceito de compartilhamento já chegou ao setor que, recentemente, superou as formas mais elementares de dividir espaços e passou a comercializar imóveis de acordo com o tempo de uso.

Uma nova lei permite a divisão de um empreendimento em frações de tempo, no lugar da tradicional fração do terreno. Nesses casos, o uso do espaço e vários serviços são compartilhados entre diversos usuários — proprietários ou não —, otimizando o investimento.

Outros tipos de techs

O universo de startups não está limitado aos exemplos que relacionamos acima com mais detalhes, abrangendo áreas como:

recursos humanos (RHtech);

- energia (Energytech);

- agronegócio (Agrotech);

- construção (Construtech);

- seguros (Insurtech);

- esportes (Sporttech);

- administração pública (Govtech);

- varejo (Retailtech);

- meio ambiente (Cleantech);

- entretenimento (Funtech);

- moda (Fashiontech);

- biotecnologia (Biotech);

- indústria (Indtech).

Qual a contribuição do Matchmaking?

Agora que falamos sobre os tipos de techs, é importante refletir sobre as redes de inovação. A capacidade da empresa de se integrar ao ecossistema existente, se capacitar em gestão da inovação e absorver a cultura correspondente potencializa a contribuição das startups tech para a transformação digital.

Nesse contexto, o matchmaking permite encontrar soluções em estágio mais avançado de maturidade para as demandas e metas que o negócio possui, no lugar de desenvolvê-las do zero.

É uma iniciativa de mão dupla, com benefícios mútuos na troca de experiências, ferramentas e clientes. Dentre eles, o crescimento dos empreendimentos e a validação de novos modelos de negócio estão entre os principais. 

A Amcham promove conexões transformadoras há mais de 100 anos. Por isso, desenvolveu o Amcham Arena e o Amcham Lab, buscando facilitar interações e potencializar a formação de parcerias com alto nível de sinergia. 

Segundo Marcelo Rodrigues, a empresa deve se organizar para a inovação em horizontes de curto, médio e longo prazo. Respectivamente, isso implica em:

- melhorias de processos e produtos existentes, como a digitalização;

- ampliações do core business, com novas soluções agregadas;

- implantação de estratégias que podem criar mercados.

O Amcham Arena e o Amcham Lab oferecem a possibilidade de conexão com startups que podem contribuir para a transformação digital na sua empresa, seja com seus produtos e serviços inovadores, seja com o compartilhamento da cultura e do mindset digitais.

Vale ainda mencionar a visão de Marcelo Rodrigues sobre as tendências do universo da inovação no Brasil. Para ele, soluções ambientais, sociais, de gamificação, "fintechzação" e internacionalização de negócios e pessoas, com criação de oportunidades e superação de desafios do cotidiano, estão entre as principais delas, relacionadas às startups tech.

Para se aprofundar, saiba mais sobre o Amcham Lab!