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Venture Builder: Tudo que você precisa saber e impacto em startups

publicado 23/06/2022 11h35, última modificação 23/06/2022 11h35
Entenda o que é Venture Builder, quando e como surgiu, suas modalidades e de que forma impacta as startups.
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Cada vez mais vemos novas startups surgindo no mercado e criando novas formas de atuar enquanto organização. Porém, para que isso possa acontecer, é necessário que mais pessoas e organizações estejam investindo nessas novas soluções.

A partir disso surgem as Venture Builders (VBs), organizações comumente conhecidas como fábricas de startups. Neste artigo vamos entender mais sobre elas e o seu impacto nas startups. Faça a leitura e se atualize sobre o tema!

O que é Venture Builder?

As Venture Builders são organizações que trabalham em prol de desenvolver outras empresas com foco em inovação e tecnologia, ou seja, desenvolver startups, utilizando seus recursos financeiros e humanos.

Normalmente, essas organizações de Venture Builder não têm necessariamente a finalidade de criar novas startups, mas buscam soluções no mercado para incorporar na sua empresa. Por exemplo, a empresa precisa de uma solução educacional para determinado fim e eles conhecem um grupo de pessoas que estão criando uma plataforma educacional inovadora. Entretanto, estes não têm os recursos necessários para maturar e escalar isso. Logo, as Venture Builders captam essas pessoas para serem impulsionadas e investidas pela organização.

Tendo esse apoio, eles terão alguns benefícios, como: recursos intelectuais, experiência com as práticas com mais resultados no mercado, conexão ao ecossistema de startups, mentoria com experts, apoio com modelagem e design de projetos, suporte contábil, jurídico, de marketing, vendas e muito mais.

Ter esse tipo de apoio coloca o negócio em um nível de maturidade e de chances de se tornar uma grande startup, muito maior. Resumindo, a Venture Builder é quem vai investir na startup e posicioná-la no mercado da melhor forma, e em troca os investidores se tornam acionistas da startup.

Quando e como surgiu?

A Venture Builder surge a partir do fato de que os empreendedores passam boa parte do tempo realizando tarefas como recrutamento, seleção de contratos entre outras atividades. Para que não sejam eles a realizar o trabalho pessoalmente, surge então outra empresa, que fica responsável por essas tarefas, de modo que o capital e o tempo dos empreendedores sejam direcionados ao crescimento do negócio.

Quanto a data em que surgiu a Venture Builder, existe certa discussão de quando o termo foi criado, e mesmo com muitas alegações de que o conceito é mais antigo, outros acreditam que a Idealab, fundada em 1960, é considerada a primeira Venture Builder do mercado após investir e criar uma série de startups.

Aproximadamente uma década depois, por volta de 2007, uma segunda onda de empresas assim teve início, originando famosas companhias como a Rocket Internet.

O que é hub de inovação?

Hub de inovação é um conceito que define um espaço que, de forma prática e colaborativa, pretende inovar a atitude empreendedora dos diversos negócios.

Ao se vincularem aos hubs de inovação, as empresas recentes no mercado, sendo elas escassas de investimentos e fartas de baixa escalabilidade, conseguem encontrar novos caminhos para impactar e crescer em seu meio.

Por exemplo, como nos centros comerciais das capitais há uma exposição de estabelecimentos que oferecem seus produtos, os hubs, de forma análoga, comportam-se como esses espaços, colocando startups à vista de do público-alvo, indo ao encontro de suas demandas. Elas podem ser de investimento, de aquisição do produto que está sendo oferecido ou com o objetivo de solucionar algum problema interno.

Assim, oferecendo oportunidades de formar contratos estratégicos para um desenvolvimento pessoal, os hubs de inovação tencionam garantir visibilidade, conexões, práticas inovadoras, mentoria, investimento e evolução aos novos empreendedores.

Quais são as diferentes modalidades de Venture Builder?

Discutindo mais sobre o modelo de negócios das companhias, são consideradas cinco atividades chaves desempenhadas por elas.

Identificação de ideias e de negócios

É realizado de maneira diferente de acordo com a estrutura de cada organização. Algumas empresas, por exemplo, optam por fazer pesquisas em outros países e aplicá-las em seus países de origem de forma a repetir algo que já deu certo.

Formação de uma equipe

A construção de um time é feito uma vez que a ideia do negócio já está clara e as empresas optam por convocar profissionais, ou até mesmo para desenvolver um time que já compõe uma startup.

Busca pelo capital de investimento

A busca pelo capital pode ser realizada por capital próprio ou pela busca de capital de terceiros. Quando a startup já integra o portfólio do negócio o acesso ao capital é facilitado.

Além do dinheiro existe a busca pelo denominado smart money (dinheiro inteligente) que é um grande diferencial.

Gestão de riscos

O gerenciamento de riscos é feito por meio da aplicação de conceitos básicos de governança corporativa, que gera o aproveitamento total do capital intelectual e a decorrente expansão de maneira muito mais competitiva.

Compartilhamento de recursos

Finalmente, temos os recursos compartilhados, que envolvem o compartilhamento de mão de obra e recursos em diversas áreas, sendo elas jurídicas, marketing, design e contabilidade.

Isso confere mais liberdade para que os fundadores possam se concentrar integralmente no planejamento dos negócios.

Quais são os impactos em startups?

A Venture Builder, como organização que tenciona oferecer recursos intelectuais e operacionais necessários para as startups, causa impacto no crescimento dessas empresas no mercado.

Com a cooperação prestada, as startups começam a ter voz nos seus espaços, uma vez que são guiadas diariamente nas decisões que precisam tomar.

Assim, por estar sempre em busca de inovar, a Venture Builder oferece uma oportunidade de um empreendimento promissor quando desenvolve soluções melhores para suas empresas, incluindo infraestrutura adequada e apoio de marketing às suas startups.

Ela vai além de oferecer apenas o capital, tendo com isso resultados eficientes e de grande impacto no desenvolvimento dessas empresas, tornando-as mais atrativas para os investidores.

Quais são as diferenças entre aceleradoras, incubadoras e fundos de Venture Capital?

Vejamos agora as diferenças entre três conceitos que existem no âmbito das startups.

Incubadoras

As incubadoras têm o papel de desenvolver os empreendedores, reduzindo custos, pois oferecem espaços de trabalhos compartilhados. Por meio de workshops, elas geram boas oportunidade de networking.

A incubação dura, em média, de um a cinco anos, e os processos seletivos são rigorosos. O empreendedor aceito, além de perder seu livre arbítrio de tomar decisões, também deve permanecer na incubadora entre um a dois anos.

Aceleradoras

As aceleradoras, como o nome indica, aceleram o desenvolvimento das startups, por meio de um programa que consiste em agilizar anos de aprendizado em três a seis meses.

Há uma grande concorrência para as candidaturas das aceleradoras. Uma vez que o empreendedor selecionado inicia o treinamento e o desenvolvimento de projetos com especialistas.

No final do treinamento, todos os participantes deverão fazer suas apresentações para um público de investidores, parceiros e mídia, sendo essa a oportunidade para encontrar seus parceiros e fazer com que suas startups decolem.

Venture Capital

O Venture Capital é um investimento que tem como objetivo potencializar startups, visando para o futuro uma boa venda ou abertura de lucro na bolsa de valores. Há duas modalidades principais, sendo elas:

- parceiro geral: quando cada investidor escolhe os projetos em que vai investir;
- parceiro limitado: quando alguns investidores escolhem o projeto e os demais fazem as colaborações e recebem o lucro.

Existe algum modelo mais recomendável?

O modelo ideal para uma startup vai variar de acordo com o estágio de desenvolvimento de cada negócio. São considerados critérios como ideação, validação, tração, scale up e o que seus fundadores estão dispostos a oferecer em troca por esse investimento.

Na maioria das vezes, todos os modelos citados dispõem de processos seletivos sérios, com pré-requisitos bem estipulados, além de uma proposição clara de investimento, variando de uma organização para outra de acordo com seus próprios critérios.

Como as Venture Builders podem colaborar com a transformação digital da sua empresa?

Startups de diversos segmentos podem contribuir de formas distintas para a transformação digital nos negócios. Vamos considerá-las abaixo, acompanhe!

Fintechs

As fintechs são techs do setor financeiro. Por meio delas, empresas dos mais variados segmentos têm acesso a diversos recursos e serviços financeiros essenciais para a transformação digital.

Ao mesmo tempo que as fintechs usam a estrutura das instituições, elas também auxiliam a interação entre as equipes, ajudando na quebra de paradigmas e criando oportunidades de transformação.

Edtechs

As edtechs são voltadas a um setor carente no Brasil: a educação. Essas techs desempenham um papel importante na criação de soluções, facilitando o acesso a uma educação de maior qualidade.

A educação é uma das tarefas mais desafiadoras da transformação digital. As edtechs ajudam a desenvolver ferramentas que auxiliam o ensino a distância, elaborando métodos que favoreçam o aprendizado online.

Healthtechs

Já as healthtechs é um outro segmento muito promissor, voltadas para a área da saúde. Elas oferecem contribuições como diagnósticos à distância, troca de opiniões entre especialistas, exames digitais e assim por diante. Elas podem inovar o atendimento e os serviços prestados no setor de saúde.

Foodtechs

As foodtechs são voltadas ao setor alimentício. Apesar de ser relativamente fácil desenvolver uma plataforma capaz de facilitar o envio de pedidos algo como a entrega, por exemplo, precisa de uma estrutura mais otimizada. Por isso, toda rede alimentícia pode se beneficiar com as parcerias de diferentes startups.

Lawtechs

As lawtechs, também conhecidas como legaltechs, estão relacionadas aos benefícios na área jurídica. A capacidade de automatizar processos e a melhoria da produtividade são alguns dos fortes impactos resultantes dessa transformação tecnológica.

Essas soluções diminuem a burocracia dos procedimentos jurídicos de forma segura e oferecem uma revolução criando uma nova cultura entre os profissionais.

Proptechs

As proptechs, também conhecidas como imobtechs, são voltadas para o setor imobiliário. Esse setor ainda sofre muito com a burocracia. Ele está dando sinais de que pode assimilar as mudanças da transformação promovidas pelas proptechs.

Outros segmentos

O universo das startups não é limitado. Além das áreas citadas, elas também abrangem diversas outras áreas como: recursos humanos, energia, agronegócio, construção, seguros, esportes, administração pública, varejo, meio ambiente, entretenimento, moda, biotecnologia, indústria e outros.

Já o investidor anjo é aquele que investe o seu próprio patrimônio em startups de alto potencial de retorno. Atualmente eles são a maior fonte de investimento das startups que se encontram em fase de crescimento ou em etapa final de validação. Os principais segmentos procurados pelo investidor anjo são os ramos mais estratégicos e fortes da economia: agritechs, healtechs, ESG, logtechs, salestech, indtechs e smart cities.

Por que as VBs, Startups e corporações devem andar lado a lado atualmente?

Garantir uma nova forma de ver os modelos de negócio é uma das condições indispensáveis em cenário de transformação digital.

Apesar de não ser uma atividade simples, hoje ninguém faz nada sozinho e é por isso que uma junção entre as Venture Builders, Startups e corporações é uma proposta eficiente para tal transformação.

Alguns dos motivos que afirmam o porquê de essas organizações precisarem andar juntas são o alinhamento de objetivos e culturas, a conexão e a integração de processos, o planejamento estratégico, a redução do risco de investimento e uma maior economia em relação ao custo-benefício.

Esse último motivo fica bastante claro quando analisamos as características de cada modelo de negócio. Afinal, a união entre esses diferentes modelos permite que as startups consigam desenvolver suas soluções conforme as necessidades do mercado, diminuindo custos com testes e pesquisas na busca pelo PMV (Produto Mínimo Viável).

As corporações usufruem, a preço justo, de novas ferramentas e novos recursos para impulsionar suas operações.

Já as Venture Builders podem melhorar o retorno do investimento, colocando os parceiros na dianteira, em posições privilegiadas no que se refere as inovações e referências no nicho em que atuam.

Na união entre VBs, startups e corporações todo mundo sai ganhando, ou seja, é um exemplo de economia compartilhada que dá certo e revela os novos rumos da economia.

A Venture Builder é um dos principais modelos de inovação na economia global. É um mercado cujo crescimento é exponencial e é uma boa solução para os empreendedores que realmente querem inovar e sair na frente.

É importante para o empreendedor se manter a par das novidades e atualizado, sendo uma forma de melhorar sua competitividade e se destacar dos concorrentes.

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