Certificação de Operador Econômico Autorizado redobra necessidade de compliance na cadeia logística

publicado 17/07/2017 11h02, última modificação 17/07/2017 15h53
São Paulo – Além de responsabilidade legal, atuar dentro das regras é diferencial competitivo, segundo DHL
Homero Vecchi

Homero Vecchi, da DHL: cada vez mais a cadeia logística exige participantes que atuam dentro dos limites regulatórios

Certificada pela Receita Federal como Operador Econômico Autorizado (OEA), a DHL tem trabalhado com o desafio de atuar e envolver seus parceiros a operar dentro dos limites regulatórios (compliance), de acordo com Homero Vecchi, diretor de logística da DHL.

“Somos certificados como OEA Segurança e cada vez mais temos que ter parceiros na mesma sintonia. Tudo precisa ser bem monitorado, e esse é o nosso desafio para garantir que eles estão seguindo regras de conduta e a própria legislação”, disse, no comitê de Logística da Amcham – São Paulo na quinta-feira (6/7).

“A cadeia logística depende de elos e não conseguimos operar sozinhos. É por isso que precisamos de parceiros especializados e operando dentro do compliance”, acrescenta Vecchi. Décio Cicone Jr., diretor da cadeia de suprimentos da fabricante de produtos hospitalares BD, apresentou a visão da indústria sobre a atuação dos operadores logísticos.

A Receita Federal identifica com o selo OEA os operadores logísticos que atuam dentro de padrões elevados de compliance e que comprovam baixo risco de segurança física da carga e cumprimento de obrigações aduaneiras. É o caso da DHL, certificada no quesito Segurança, e que recebe fiscalização menos rigorosa da Receita em função da excelência no cumprimento de normas de proteção do processo de exportações.

Ao mesmo tempo em que uma certificação OEA torna o processo de exportação mais ágil, também exige maior responsabilidade da empresa. Vecchi disse que, no Brasil, a cultura de segurança da exportação é verificar se há alguém retirando carga. Com o OEA é preciso ver também se ninguém está colocando nada ilícito no carregamento.

Como a empresa tem responsabilidade solidária, é obrigada a tomar uma série de medidas de proteção, observa Vecchi. “Uma empresa certificada sofre menos intervenção da Polícia e da Receita Federal. Por isso, ficam atrativas para que empresas ou organizações criminosas coloquem algum entorpecente ou arma dentro de um container.”

Compliance na cadeia logística

Para a BD, o respeito às regras é um dos requisitos exigidos de seus parceiros logísticos. “Há uma série de regulações que temos que seguir, como as da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e da OEA, certificação que pretendemos obter o mais rápido possível”, observa Cicone, da BD. Com o OEA, a BD espera reduzir o tempo de desembaraço de mercadorias exportadas e aumentar o diferencial competitivo, detalha o executivo.

Além do compliance, a empresa valoriza a competitividade de custos de seus fornecedores, agilidade e customização de serviços e relações duradouras. “Nosso objetivo é ter estabilidade no longo prazo, e procuramos trabalhar com nossos operadores para que os custos sejam compensados com serviços de qualidade”, assinala o executivo.

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