Compliance e governança corporativa no combate à corrupção

publicado 03/08/2021 07h00, última modificação 02/08/2021 12h38
Como desenvolver empresas mais responsáveis e transparentes
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Entenda o compliance como pilar estratégico de ESG - o G de Governança corporativa

Para que uma gestão corporativa seja eficiente em cuidar da reputação e conduta ética de uma organização, é fundamental que haja uma área de compliance que favoreça a gestão e prevenção de riscos através de práticas de conformidade e cumprimento de políticas e normas internas e externas.

Assim, entendemos o compliance como um pilar estratégico da governança corporativa e uma importante e efetiva ferramenta no combate à corrupção no Brasil. 

Detectar, punir e prevenir a corrupção é responsabilidade de todos e uma agenda urgente e crucial para o progresso do país e das corporações.  Além disso, o compromisso em construir uma governança corporativa mais responsável e transparente é um dos pilares de ESG. 

 

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De acordo com o Índice CCC, o combate à corrupção no Brasil caiu 8% em 2021, e, atualmente, o país ocupa a 6ª posição no ranking da América Latina.

Diante desse cenário, é fundamental que organizações compreendam seu papel e assumam sua responsabilidade na luta contra a corrupção no país. Para isso, é necessário desenvolver empresas mais transparentes e com maior responsabilidade ética. Confira algumas ações chaves para ajudar a sua organização a atingir esse objetivo:

 

1- DAR ATENÇÃO AO COMPLIANCE

Adotar práticas de compliance empresarial é indispensável para a eficiência da governança corporativa, ou seja, estar em conformidade com as políticas e normas éticas oferece maior validade à reputação da empresa e eficácia ao modo como ela é administrada.

Logo, manter um área de compliance na empresa, dar autonomia aos profissionais dessa área e tratá-la como um pilar estratégico da corporação são ações importantes para desenvolver uma empresa responsável, ética e capaz de combater a corrupção.

É importante olhar para o compliance empresarial como o escudo de proteção da corporação e de seus colaboradores, proporcionando um ambiente de trabalho mais íntegro e livre de comportamento antiético.

 

2- FORTALECER A CULTURA ORGANIZACIONAL

A cultura organizacional é o DNA da empresa: ela expressa os valores, as crenças e o propósito da organização. Além disso, a conduta ética e a reputação da empresa diante do governo, stakeholders e clientes também são reveladas através da cultura organizacional.

Para fortalecer a cultura da organização é preciso desenvolver estratégias de comunicação interna para engajar os colaboradores a abraçarem os princípios da empresa e levantarem suas bandeiras. Dessa forma, será mais fácil construir uma conduta corporativa ética e aumentar a relevância da empresa.

Porém, é importante que a teoria e a prática sejam complementares e verídicas, ou seja, uma cultura organizacional ética de fato, tanto na comunicação e no discurso, quanto nas práticas e estratégias. 

 

3- COMUNICAR-SE COM CLAREZA

Ter uma comunicação clara e simples é essencial na hora de falar sobre assuntos muitas vezes complexos como práticas de compliance, leis e normas e políticas empresariais. Por isso, para desenvolver empresas responsáveis e transparentes, a assertividade ao dialogar, informar e se expressar é fundamental 

Abrir espaços para conversas transparentes e humanas também favorece a construção de uma cultura organizacional mais forte e fundamentada em confiança mútua. Outro ponto importante para o desenvolvimento positivo e ético das organizações é a comunicação respeitosa, ou seja, respeitar as pessoas também é uma arma eficaz no combate à corrupção e ao comportamento antiético.

 

4- TRABALHAR A PREVENÇÃO

Trabalhe a prevenção de riscos, desvios de conduta e comportamento antiético através da educação. É fundamental educar os colaboradores e gestores sobre a importância e funcionamento da área de compliance para desenvolver uma empresa coletivamente responsável e que colabore no combate à corrupção e construção de um país mais íntegro e ético.

 

CAMINHOS PARA COMBATER O RETROCESSO 

Colaborar na conquista da integridade da nação também é uma responsabilidade do setor privado. Sociedade, governo e empresas devem se unir na luta contra a corrupção e no combate contra comportamentos antiéticos dentro das organizações.

O objetivo é buscar o progresso do país, desenvolver corporações brasileiras mais responsáveis e transparentes e estimular o comportamento e a moral ética dos cidadãos brasileiros. Afinal empresas são feitas de pessoas, assim como uma nação.

Para descobrirmos quais caminhos nos conduzirão à eficácia do combate à corrupção e a alcançar os objetivos descritos acima, realizaremos no próximo dia 5 de agosto, o nosso Fórum de Compliance 2021. Estarão presentes especialistas e autoridades engajadas no tema para responder como podemos promover empresas mais éticas e inclusivas, com objetivo de reduzir custos, obter ganhos de eficiência e de reputação. 

Confira os nomes confirmados:

  • Geert Aalbers, Sócio, Control Risks

  • Luciano Hoffmann, Country Head of Ethics, Risk and Compliance, Novartis

  • Ricardo Bocutti, CCO, Ericsson

  • Ana Paula Carracedo, Chief Compliance, Risk, ESG & Audit Officer, Qualicorp

  • Patrícia Godoy Oliveira, Director of Ethics and Compliance, Uber

  • Roberto César de Oliveira Viégas, Secretário de Transparência e Prevenção da Corrupção, Controladoria-Geral da União (CGU)

 

Faça a sua inscrição aqui e participe do Fórum de Compliance 2021