Falta de legislação específica detém maior avanço de modelos de teletrabalho

por giovanna publicado 16/02/2011 17h59, última modificação 16/02/2011 17h59
Recife – Existem hoje no Brasil 10 milhões de profissionais que exercem suas atividades em casa ou em escritórios remotos.
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De acordo com a Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades (Sobratt), existem no país 10 milhões de teletrabalhadores, pessoas que exercem atividades profissionais em suas casas ou em escritórios remotos. Apesar do espaço que vem conquistando, essa nova atividade ainda sofre com falta de regulamentação e fiscalização, avalia Eduardo Távora, superintendente da Ticket, companhia que é referência nacional na utilização do teletrabalho.

“A falta de legislação específica com certeza é um entrave grande para a implantação desse modelo de trabalho em mais empresas”, destacou Távora, que participou na terça-feira do IV Meeting Gestão de Pessoas da Amcham-Recife.

O executivo ressaltou ainda que a demanda pelo teletrabalho é crescente. “O mercado está exigindo expansão desse perfil de atividade, e há casos em que negócios deixam de ser feitos devido a essa demanda não ser atendida”, apontou.

Projeto de Lei

Tramita no Congresso Nacional o Projeto de Lei 4505/08, que regulamenta o trabalho à distância e disciplina as relações de teletrabalho. Para o executivo da Ticket, a partir da aprovação do projeto, a expansão do modelo tende a ser ainda maior.

“A regulamentação vem para proteger tanto o empregador quanto o empregado, são direitos que garantem segurança para ambos os lados”, comentou.

A Ticket é responsável por um dos mais bem sucedidos cases brasileiros de implementação do home officing na área comercial, com resultados tais como: aumento de produtividade, atendimento de mais quatro Estados sem necessidade de estabelecer escritórios próprios, e 40% de aumento no volume e de 76% nas receitas com vendas novas.

IV Meeting Gestão de Pessoas

O evento da Amcham teve como paslestrante também Lúcia Albuquerque, diretora de Recursos Humanos do Grupo Cornélio Brennand, que tratou dos desafios da Gestão Participativa, do contexto histórico de seu surgimento e de estratégias para integrar os funcionários nas decisões das corporações.

Completou a grade de convidados Nerivaldo Lira Alves, sócio da Lira Alves Advogados, que compartilhou sua história, de faxineiro e office boy a advogado de sucesso, e mostrou como a criatividade é uma arma importante para motivar as pessoas.

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