Função de preposto ainda recebe pouca atenção no País

por giovanna publicado 27/04/2011 12h19, última modificação 27/04/2011 12h19
Recife – Posição é desempenhada por funcionário escolhido para testemunhar em favor da empresa na Justiça.
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A escolha e a preparação do preposto, funcionário de uma companhia responsável por representá-la perante a Justiça, dando depoimento em favor da organização e auxiliando o advogado com informações que possam contradizer as testemunhas de acusação, ainda não recebe a atenção devida no País, opina Sérgio Torres Teixeira, juiz do Trabalho.

“As empresas ainda não atentam para a importância de preparar bem seus prepostos. O advogado da organização precisa estar em sintonia com o preposto, saber quais são as informações que está apto a passar para o juiz para defender melhor a companhia”, afirmou Teixeira, que participou do comitê Jurídico da Amcham-Recife nesta terça-feira (26/04).

De acordo com Teixeira, a definição do preposto é fundamental para o sucesso da defesa em um processo. Dentro dessa perspectiva, é preciso escolher como representantes aqueles funcionários que estejam bem informados sobre os elementos que compõem a acusação que está sendo feita contra a empresa na Justiça.

Além disso, aconselha Teixeira, é essencial que o preposto também tenha desenvoltura para falar e auto-confiança, pois “existem situações com as quais ele pode se deparar que exigem jogo de cintura e segurança”, comentou o juiz.

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