Brasileiros caminham para consolidação do diálogo entre cliente e marca via redes sociais

por giovanna publicado 27/01/2011 09h57, última modificação 27/01/2011 09h57
Porto Alegre – Comunicação unilateral já não satisfaz o consumidor moderno, que deseja ser mais ativo.
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O Brasil atingiu 34,2 milhões de usuários de banda larga fixa em 2010, segundo dados da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), e deverá alcançar em 2011 a marca de 32 milhões de usuários conectados com 3G, de acordo com a 4G Américas, associação setorial da indústria sem-fio. Com a consolidação da comunicação através da Internet, o principal canal de diálogo entre consumidor e marca passa a estar nas redes sociais, como destaca Marcelo Aimi, diretor da agência Conjunto Soul Comunicação.


“O consumidor deixou de ser passivo para ser ativo. Ele quer interagir com a informação, tanto com os conteúdos quanto com as marcas. As redes sociais são a forma com que essa troca pode ser realizada. Hoje, a comunicação não é mais unilateral. As pessoas estão integradas com vários canais, todos ao mesmo tempo, e as marcas precisam de mais de uma estratégia para atingir de forma eficaz cada público”, explicou Aimi, na terça-feira (25/01), durante o comitê de Marketing da Amcham-Porto Alegre.

 

Olhando para os diversos aplicativos que se encontram na Internet, Aimi arrisca previsões para 2011. Ele acredita que, neste ano, ocorrerá o final do Orkut devido à “alfabetização” das pessoas no concorrente Facebook, mais interativo. Já Twitter manterá o sucesso de 2010 e, a partir do segundo semestre de 2011, contará com uma plataforma de publicidade que aumentará ainda mais sua receita.

 

"Os publicitários e as marcas que estiverem atentos ao fluxo do movimento cultural digital lucrarão em seus negócios", indicou.

Tendências

 

Aimi avalia que, com o progresso das redes sociais, os sites corporativos estão perdendo relevância. “O ideal é criar um site que direcione o cliente diretamente para as redes sociais. O diálogo atrai mais do que apenas expor conteúdo”, justificou.

 

Ele diz também que as redes sociais serão responsáveis pelo surgimento de um novo tipo de analista de mercado, que precisará usar softwares para transmitir respostas em tempo real ao público, e pela ampliação do foco das estratégias de marketing na pré-compra, com monitoramento da intenção de aquisição por meio de pré-lançamentos via Twitter, por exemplo.

 

O serviço de pagamentos via celular se tornará ainda mais comum e o uso de tablets e smartphones crescerá continuamente.

Visão da academia

 

Na Amcham, Aimi apresentou pesquisa da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, conforme a qual as inúmeras redes sociais, criadas para todo tipo de nicho social e espalhadas pelo mundo, abrirão espaço para uma participação desordenada das pessoas na Internet. A solução para o descongestionamento e para garantir praticidade serão aplicativos que integram as redes e facilitam organizar os acessos.

 

A pesquisa sinaliza ainda que e o Google continuará aumentando sua hegemonia, aliando-se a outros nomes fortes que venham a surgir. “Será a vez da economia integrada digital, em que tudo acontece na rede. Nesse universo, a prática mobile crescerá cada vez mais”, afirmou Aimi

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