Buscando eficiência, pequenas empresas focam em renegociação de contratos e novos parceiros

publicado 18/02/2016 14h48, última modificação 18/02/2016 14h48
São Paulo – Deloitte indica que tendência deve crescer em 2016 para minimizar pressão de custos
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A busca por condições melhores de fornecimento e novos parceiros são algumas ações que as pequenas empresas vão adotar em 2016 para continuar eficientes, de acordo com a consultoria Deloitte. “Como essas empresas têm menos capacidade de negociação, vão buscar alternativas de suprimento. Achar quem possa substituir um grande provedor e assim não sentir tanta pressão na hora de renegociar”, afirma Heloisa Montes, sócia-líder de Strategy, Brand & Marketing da Deloitte.

Heloísa apresentou dados do estudo da Deloitte/ Exame, “Pequenas e Médias Empresas (PMEs) que Mais Crescem no Brasil”, no Seminário Produtividade e Eficiência na Pequena Empresa da Amcham – São Paulo na quinta-feira (18/2).

A edição de 2015 da pesquisa indica que as ações mais praticadas de eficiência operacional que essas empresas adotaram nos últimos cinco anos foram revisão de processos e atividades internas (79%), aplicação de metas de redução de gastos (57%), foco na atividade principal (48%) e renegociações com fornecedores (35%).

Sobre a renegociação, Heloísa disse que o movimento acontece em cadeia. “As grandes empresas pressionam as médias, que por sua vez apertam as pequenas. Se 35% foi a realidade do ano passado, esse ano a tendência será ainda maior.” Uma nova edição da pesquisa deve sair no segundo semestre com dados atualizados sobre o tema.

Ainda na pesquisa, o aumento de produtividade aparece em terceiro lugar entre as práticas que as pequenas empresas vão adotar para crescer até 2020, com 64% das respostas. A primeira é investimento em inovação de produtos ou serviços (73%), seguida pela ampliação da carteira de clientes (68%).

Empresas começam mais organizadas

Heloisa chama a atenção para o planejamento de longo prazo das empresas pesquisadas. “Percebemos que as empresas médias e pequenas hoje têm visão de longo prazo e planejada de negócios”, referindo-se ao fato de que 46% delas têm plano de negócios e outras 46% não tem, mas pretendem desenvolver o seu. Somente as 8% restantes não têm e ainda não pensaram a respeito.

O perfil das empresas emergentes é mais profissionalizado, comenta a executiva. “A maioria das empresas bem sucedidas já começa de maneira organizada e formalizada, percebendo que precisam crescer seguindo um plano de negócios. Quem começa a vida informal um dia vai crescer e não conseguirá se sustentar de maneira desorganizada.”

 

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