Como a restrição alimentar colocou o Clube do Zero no mercado de recorrência

publicado 05/11/2014 16h15, última modificação 05/11/2014 16h15
São Paulo – Loja on line aposta em serviço de assinatura com alimentos para dietas restritivas
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A necessidade particular de uma dos três sócios gerou a ideia de negócio para o Clube do Zero, um serviço de assinatura que entrega mensalmente uma seleção de produtos para clientes com dietas restritivas. Outro aspecto dos sócios também ajudou o empreendimento: a combinação das características de cada um. Quem conta a história é Júlia Maciel, uma das fundadoras, que esteve no VII Encontro de Empreendedores da Amcham – São Paulo na terça-feira (04/11).

Também participaram Carla Sarni, presidente da Sorridents (leia mais); Marcelo Cesana, CEO da Frooty Açaí; Márcio Sant’Anna, presidente da Ecom Energia (leia mais); e Leandro Mantovani, presidente da Keko (leia mais).

O insight para o Clube do Zero surgiu da busca de uma das sócias por alimentos específicos para quem tem alergia a lactose, caso seu e de sua filha. O marido dela, por sua vez, é diabético e tem de evitar produtos com açúcar. “Já pesquisávamos o mercado da recorrência, quando tivemos a ideia dos produtos para dietas restritivas. Fizemos vários estudos para definir o modelo”, recorda.

Por R$ 59,90 mensais, o assinante recebe todo mês uma caixa com produtos específicos para sua dieta. O serviço disponibiliza cinco perfis de assinatura: zero glúten, zero lactose, zero açúcar, zero glúten e lactose e mix do zero. Na embalagem, seguem seleções que podem incluir snacks, bolos, pães, farinhas especiais, barrinhas, sucos, chás e complementos.

“A curadoria dos produtos é feita com muito cuidado. Trabalhamos com mais de 70 fornecedores que se preocupam com restrições alimentares”, diz Júlia.

Com seis meses de atuação, a empresa já tem 800 assinantes fixos em 24 estados. O desafio, diz a fundadora, é logístico, já que a sede se localiza em Porto Alegre. “A margem (de lucro) é canibalizada na entrega. Porto Alegre não é o melhor lugar para essa logística; os produtos têm de chegar para depois sair,” explica.

Sociedade é chave

O negócio, porém, tem pontos fortes. Um deles, destaca Júlia, é a sociedade. Ter sócios permite aumentar as experiências e competências necessárias para o negócio funcionar. “Percebo como personalidades heterogêneas são importantes. A gente se complementa de forma positiva”, comenta.

A somatória de forças ajuda, inclusive, a passar pelas dificuldades naturais dessa trajetória. “Ouço executivos dizendo que querem empreender e ter uma vida mais equilibrada. Isso não é fácil. Passamos 24 horas por dia pensando nas vendas”, relata. “Tem que ter paixão e se identificar com a empresa já quando se está na fase de busca de oportunidade”, adverte.

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