Consumidor busca experiência móvel em que possa se conectar, trabalhar e se divertir onde estiver, indica executivo da Cisco

por marcel_gugoni — publicado 30/10/2012 11h23, última modificação 30/10/2012 11h23
São Paulo – Marcelo Leite participou do Fórum Conectividade e Mobilidade da Amcham-São Paulo e afirma que rede entre usuário, dispositivo e aplicações deve avançar mais para ampliar experiência de uso.
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O avanço a tecnologia permite que qualquer consumidor, com apenas um celular ou um tablet conectado à internet, possa se informar, trabalhar, aprender e se divertir onde estiver. É esse tipo de experiência que as pessoas buscam com a mobilidade, avalia Marcelo Leite, diretor de Novas Tecnologias da Cisco.

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Ele diz que as empresas precisam olhar para a rede formada entre usuário, dispositivo e aplicações. “Essa cadeia toda precisa evoluir para que a experiência chegue ao usuário”, afirmou em entrevista após participar do Fórum Conectividade e Mobilidade da Amcham-São Paulo na última quinta-feira (25/10).

“Os dispositivos devem continuar evoluindo em termos de forma e capacidade de processamento e armazenamento. O custo tende a cair”, disse. “E quando falamos de rede falamos de acessibilidade e de conectividade. Vemos indícios de que as operadoras estão investindo nisso, seja via wi-fi ou 4G.”

Veja a cobertura do Fórum Conectividade e Mobilidade

A opinião do executivo é de que tendências como mobilidade, conectividade, consumerização e mídias sociais “já são realidade”. “A pergunta fundamental é: de que forma as empresas vão se estruturar para se valer dos benefícios que a tecnologia traz, e, principalmente, transportar esse benefício a seus funcionários e clientes?”

Leia os principais trechos da entrevista com Marcelo Leite: 

Amcham: O que muda na tecnologia com o avanço da mobilidade e da conectividade?

Marcelo Leite: Antes de comentar sobre o que muda no consumo, vale a pena falar sobre o que o usuário espera de todas essas mudanças. O que ele espera, em termos de experiência, é algo que seja móvel, com o qual consiga se conectar, trabalhar, se divertir onde quer que esteja; que seja visual, com interações em vídeo a partir dos dispositivos móveis, ganhando em produtividade e interação; que seja social, o conecte com as comunidades – família, amigos, colegas de trabalho –; e que seja na nuvem, porque só assim dá para ter o melhor benefício dessa tecnologia. Com tudo isso, é possível trabalhar, fazer negócios, se divertir, aprender, de qualquer lugar, em diferentes aparelhos, com qualidade e segurança.

Amcham: E em termos de consumo, como o sr. vê o futuro?

Marcelo Leite: O consumo mudou de uma forma bem ampla. Se olharmos o usuário, o dispositivo, a rede e as aplicações, teremos uma visão da cadeia toda. Essa cadeia precisa evoluir para que a experiência chegue ao usuário. Os dispositivos devem continuar evoluindo em termos de forma e capacidade de processamento e armazenamento. O custo tende a cair. E quando falamos de rede falamos de acessibilidade e de conectividade. Vemos indícios de que as operadoras estão investindo nisso, seja via wi-fi ou 4G, sem falar que há um espaço muito grande com relação ao desenvolvimento de aplicações nacionais para as nossas demandas. Hoje o Brasil tem 25 mil desenvolvedores. Respondemos por 4% de todo o volume de negócios gerados com essas aplicações com respeito ao mercado mundial. Há um gap muito grande ainda nesse sentido.

Amcham: O que as empresas precisam fazer para resolver este gap?

Marcelo Leite: Primeiro, elas precisam se perguntar o que ganham com essas tendências, o que os funcionários ganham, o que os clientes ganham. A partir daí, é possível definir uma estratégia para que comece a utilizar essas tecnologias para atingir agilidade, flexibilidade, redução de custo, produtividade, satisfação do funcionário e transformar o negócio dos clientes.

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Amcham: Qual a mensagem que fica para as empresas a partir do debate?

Marcelo Leite: A mensagem é que bring your own device, mobilidade, conectividade e mídias sociais não são tendências, são realidade. A pergunta é: de que forma as empresas vão se estruturar para se valer destes benefícios que a tecnologia traz, e, principalmente, transportar esse benefício a seus funcionários e seus clientes?

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