Desafios de segurança nos serviços financeiros móveis assemelham-se aos da web

por mfmunhoz — publicado 02/11/2010 11h38, última modificação 02/11/2010 11h38
São Paulo - Indústria está preparada para endereçá-los, destaca vice-presidente da Spring Wireless.

A segurança dos aplicativos financeiros na telefonia móvel enfrenta os mesmos desafios dos serviços disponibilizados na internet. A indústria, porém, está preparada para mitigar os riscos, destaca Julian Tonioli, vice-presidente de Vendas Globais da Spring Wireless, empresa multinacional brasileira especializada em desenvolvimento de soluções de mobilidade corporativa presente em 16 países.

“Vemos que, em segurança, os desafios dos serviços financeiros móveis são muito parecidos com os do mundo da internet . Entretanto, como  os volumes de mobilidade são ainda menores, há diversidade de dispositivos e as tecnologias são novas, os  índices de fraudes e problemas são muito menores em comparação com os da web. Tecnologicamente, a indústria está preparada para endereçar esta questão”, disse Tonioli, que participou nesta quinta-feira (21/10) do comitê estratégico de Mobilidade Financeira da Amcham-São Paulo.

Segundo ele, as instituições financeiras devem prosseguir os trabalhos de disseminação de informações sobre utilização dos aplicativos móveis aos usuários e auxiliá-los no reconhecimento dos procedimentos oficiais para que não caiam em armadilhas de criminosos. Neste campo é que está a maior vulnerabilidade. 

As problemas mais comuns, que exigem muita atenção dos clientes, são phishing, isto é, fraude que se dá através do envio de mensagens não solicitadas, que se passam por comunicação de uma entidade conhecida, como um banco ou uma empresa, e que procura induzir o acesso a páginas falsas projetadas para furtar dados pessoais e financeiros de usuários; vírus cavalo de tróia;  e até ligações telefônicas com intenção de roubar dados.

Cenário promissor

O Brasil viveu uma primeira onda de serviços financeiros móveis baseados em WAP (Wireless Application Protocol), Protocolo para Aplicações sem Fio, e hoje experimenta uma segunda fase baseada em aplicações voltadas para aparelhos celulares mais elaborados, como o iPhone, da Apple.

“Esse dispositivos têm características de navegação na internet muito boas e é possível usar esses serviços neles, de forma convencional. Por outro lado, também se pode fazer uso de aplicações específicas que têm características, por exemplo, que a internet não possibilitaria. Há um crescimento novamente no segmento de aplicativos móveis no País”, explicou o VP da Spring Wireless.

Julian Tonioli acredita que as oportunidades para o setor de desenvolvedor de soluções financeiras móveis tendem a crescer, uma vez que o País conta com aproximadamente 200 milhões de celulares e 50 milhões de contas correntes. Este espaço deve ser preenchido, diz o especialista, mas existem aspectos a serem superados porque grande parte da base de telefonia móvel é pré-paga e de dispositivos antigos, que não suportam aplicações embarcadas.

“Porém, hoje, as estatísticas já apontam que o número de acessos à banda larga móvel é muito maior que o da fixa. É o começo de uma tendência. Primeiro as pessoas se acostumam , depois passam a explorar mais a  infraestrutura com aplicações, coisas de maior valor agregado”, ponderou.

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