Disputa entre dispositivos móveis e linguagem HTML5 são tendências de TI para 2013 e próximos anos

por andre_inohara — publicado 18/03/2013 12h13, última modificação 18/03/2013 12h13
Porto Alegre – Especialista que participou de evento nos EUA promovido pela consultoria Garner comenta perspectivas apresentadas.
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Uma verdadeira batalha entre dispositivos móveis e a aplicação da linguagem HTML5, que incrementará aplicativos, está entre as dez principais tendências de tecnologia da informação e comunicações (TIC) para 2013 e os próximos anos, enumeradas pela consultoria Gartner na feira Gartner Symposium/ITxpo.

Ademir Piccoli, gestor do Programa de Virtualização Processual no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, esteve presente ao encontro, considerado o maior do mundo na área de TIC, e compartilhou os temas discutidos com os membros do comitê de Tecnologia e Comunicação da Amcham-Porto Alegre na última quarta-feira (13/03).

As tendências apontadas pela Gartner se embasam em quatro forças: computação em nuvem, redes sociais, mobilidade e informação.

“Esses elementos prometem modificar as relações nas empresas. A Gartner trabalhou esses conceitos como algo que propiciará modificações nas companhias, na medida em que alterará a formação de lideranças e as rotinas profissionais”, afirma Piccoli.

As dez tendências

As tendências listadas pela Gartner são:

1. Batalha dos dispositivos móveis: smartphones, tablets e ul­trabooks (notebooks mais finos e eficientes) ganharão espaço frente aos tradicionais notebooks e computadores pessoais, o que está relacionado à mobilidade, já que são mais práticos.

Apesar de as estatísticas da pesquisa realizada pela consultoria revelarem que apenas 15% dos usuários de celular no mundo acessam a internet por meio de seus aparelhos, percebe-se que a participação é crescente.

2. Aplicações móveis com a nova linguagem HTML5: novas possibilidades para os aplicativos móveis surgirão, na medida em que esta linguagem é capaz de melhorar a programação para os mais recentes dispositivos multimídia.

3. Nuvem pessoal: nesse ambiente virtual próprio, o usuário guardará seus conteúdos e aplicativos.

4. Lojas de aplicativos nas grandes empresas: acredita-se que no próximo ano a maioria das companhias deva instalar lojas internas para distribuição de aplicativos a seus empregados.

5. "Internet das coisas": conceito em que os objetos poderão ter seu endereço IP e serão localizados por essa rede de nova geração.

6. Computação em nuvem de TI híbrida: essa nova nuvem poderá ser também chamada de CSB (Cloud Services Broker­age). Será a nuvem a serviço de novas formas de comércio eletrônico especializado.

7. Big Data estratégico: figura como a ferramenta para utilizar melhor as informações disponíveis na web. O conceito está evolu­indo de um foco em projetos individuais para empre­sariais. Isso implica que as empresas tenham mais conhecimento de usuários e concorrentes.

8. Serviços analíticos: entendidos como serviços de orien­tação, pesquisa, estudos específicos de marketing digital e estratégias de comunicação. Podem utilizar o Big Data de maneira mais eficaz também.

9. Computação em memória: envolve recursos de TI, os quais podem realizar pesquisa de grande qualidade rapidamente, o que gera a oportunidade de transformações em vendas e negócios.

10. Integração de ecossistemas: completa a lista devido ao fato de o mercado passar por um processo de integração de sistemas. “A grande alavanca desse processo é a redução de custos, a simplifica­ção e a maior segurança”, explica Piccoli.

Diante deste cenário, ele acredita que as empresas devem se adaptar às tecnologias e se reinventar.

Forças

Na opinião de Piccoli, a junção das quatro forças que sustentam as tendências representa uma mudança para a sociedade, ao dinamizar o acesso ao mundo virtual. Ele lembra que, num passado recente, essas quatro forças atuavam quase isoladamente. Todavia, atu­almente, convergem e atuam em conjunto. Trata-se de uma mudança de paradigmas e de atuação profissional.

“Na minha opinião, acesso à internet é um direito, tal qual luz e água. É mais importante do que construir estradas, por exemplo, pois de fato encurta distâncias”, afirma.

Ele ressalta a relevância da evolução da mobilidade, que visa a ampliar as possibilidades de acesso às pessoas.

 

 

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