Elcoma investe em linha verde de produção computadores

por agrimaldo — publicado 31/10/2010 13h16, última modificação 31/10/2010 13h16
Recife - PCs permitem economia de energia de até 95%, revela presidente da empresa.

Atenta à expansão do mercado de produtos ecologicamente corretos, a pernambucana Elcoma Computadores investe na produção e comercialização de uma linha verde de desktops. A linha batizada de Ecorbit já está à venda e é voltada para usuários interessados em reduzir seu consumo de energia e economizar espaço e outros recursos, revela Julio Gil Freire, presidente da empresa.

"O conceito de sustentabilidade é hoje imprescindível na formatação de qualquer tipo de portfólio de produtos", destacou Freire, que é conselheiro Regional da Amcham- Recife e participou na quarta-feira (27/10) da IV Innovation Round-Up.

A economia de energia permitida pelo Ecorbit, segundo Julio Gil, pode chegar a até 95% no final do mês em relação a um computador convencional. "Um PC (personnal computer) normal consome normalmente quase 200 watts de energia, que equivalem a até três lâmpadas acesas diariamente. Já o Ecorbit consome apenas 22 watts, com a mesma capacidade de processamento e utilização de sistemas e softwares."

Outra nova linha de negócio em que a Elcoma pretende investir em curto e médio prazos é a de <i>tablets</i>, computadores com formato de pequenas pranchetas e tela sensível ao toque.

Para se preparar para possíveis necessidades de ampliação de capacidade produtiva a partir do crescimento da atuação, a Elcoma prepara a transferência de sua fábrica no Curado para Vitória de Santo Antão, ambos municípios pernambucanos.

"Nossa nova planta industrial demandará um investimento de R$ 11 milhões, com previsão de inauguração para o primeiro semestre de 2011. A capacidade produtiva dessa nova fábrica será de 10 mil máquinas por mês, mas nossa perspectiva é dobrar a produção. Nossa fábrica atual tem capacidade de produzir 9 mil máquinas", ressaltou o presidente da Elcoma.

Inovação no governo

Durante a Round-Up, foi apresentado o case de inovação em melhoria de processos do Governo de Pernambuco. Um dos projetos apresentados foi o "Minha Certidão", destinado a emissão online de certidões de nascimento, com certificação digital diretamente nas maternidades particulares e públicas do Estado.

"O objetivo é erradicar o subregistro, facilitando o recebimento da certidão de nascimento, que, com essa ação, passa a ser emitida na maternidade no dia do nascimento da criança. Para isso, desenvolvemos o Sistema Estadual de Registro Civil (Serc), que é informatizado e produz a certidão online", explicou Joaquim Costa, presidente da Agência de Tecnologia da Informação (ATI) de Pernambuco.

O percentual de pessoas não registradas identificadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nos municípios pernambucanos é de 12%. "Esta inovação trouxe mais modernidade, agilidade e melhoria na prestação do serviço de registros de certidões de nascimento. No prazo máximo de meia hora, as mães conseguem realizar o registro de seu filho, ajudando a diminuir o número de pessoas não registradas no Estado. Esse tipo de iniciativa facilita principalmente a vida da população mais carente, pois elimina custos com deslocamentos até cartórios mais próximos."

De acordo com Costa, até o final de 2011, o projeto Minha Certidão será realidade em todas as maternidades de Pernambuco. Ele deve também ser transformado em política nacional e o software desenvolvido pelo Governo de Pernambuco será disponibilizado no Portal do Software Público.

"O Governo Federal entendeu que esse tipo de política é fundamental para a cidadania da população e, com isso, nosso software será indicado como modelo para os demais estados", informou Joaquim Costa.  

O evento

A IV Innovation Round-Up reuniu cerca de 50 executivos e empresários pernambucanos interessados em discutir temas ligados à inovação. Além da participação do executivo da Elcoma e da ATI-PE, o encontro contou com palestras de Rafael Liporace, sócio da Birutas Mídias Mirabolantes; André Peçanha Travassos, coordenador do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPE); e Maurício Schneck, presidente da Schneck Consultoria.

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