Empresários de TIC acreditam em posicionamento favorável ao setor na gestão Dilma

por giovanna publicado 01/06/2011 11h59, última modificação 01/06/2011 11h59
São Paulo - Pesquisa da Amcham mostra que, para 64% dos ouvidos, na nova administração federal, investimentos públicos relacionados ao segmento serão ampliados, assim como políticas de estímulo. Para 20%, ações serão mantidas.

Empresários e executivos de Tecnologia da Informação & Comunicações (TIC) estão essencialmente otimistas em relação ao início da administração Dilma Rousseff. Pesquisa realizada pela Amcham identificou que 64% acreditam que a nova gestão terá um posicionamento mais favorável ao setor, ampliando em parte os investimentos públicos relacionados ao segmento e adotando políticas diferenciadas de estímulo a essa área.

Outros 20% esperam manutenção das ações do governo anterior e há 16% que acreditam em redução da atenção dispensada a TIC na comparação com o último mandato.

O levantamento, realizado com 25 gestores de TIC associados à Amcham que participaram do comitê de Tecnologia da Infomração e Comunicações da Amcham-São Paulo em 15/04, identificou também, na visão do empresariado, que planos do governo referentes ao setor devem efetivamente se concretizar neste ano.

PNBL

Quase metade dos entrevistados (48%) acredita que em 2011 ocorrerá uma maior democratização do acesso da população a novas tecnologias. Outros 28% apostam na aprovação do Plano Geral de Metas de Universalização da telefonia e 24% contam com a execução do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Em um horizonte um pouco ampliado, considerando a primeira metade da gestão Dilma, a parcela dos que creem na execução do PNBL cresce para 76%.

Ainda quanto ao PNBL, 52% afirmam que o plano precisa de ajustes para ser aplicado com sucesso. Para 20%, o plano é prioritário e, para 24%, é importante, mas não prioridade.

Os consultados pela Amcham ainda sinalizaram pontos que em sua avaliação precisam receber atenção especial do governo no que toca ao setor de TIC: melhoria da eficiência das agências reguladoras (56%); adoção de nova política tributária para o setor (56%); e aplicação de Política de Desenvolvimento Industrial contemplando o setor a longo prazo (52%).

 

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