Empresas com negociações globais procuram profissionais que transitam em diversidade

publicado 16/03/2016 15h47, última modificação 16/03/2016 15h47
São Paulo – Tradicional escola de idiomas aposta em treinamento multicultural
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A interação com diferentes tipos de culturas está mudando as demandas de profissionais e empresas que atuam no mercado global. Se antes era preciso dominar ao menos o inglês, hoje é necessário que se saiba interagir não apenas com estrangeiros, mas com equipes de culturas organizacionais distintas, mesmo dentro do país.

“A gente viu que nosso aluno de idiomas tinha necessidade de adquirir esses outros skills, chamados de soft skills por não serem prioridades. As próprias empresas começaram a ver que tinham muito custo em enviar executivos ao exterior e eles não se adaptarem”, exemplifica Silvia Freitas, diretora de Corporate Sales na Berlitz, durante o comitê estratégico de Diretores de Vendas e Distribuição. Ela esteve acompanhada de Arthur Bezerra, CEO da empresa.

O custo de se expatriar é três vezes maior do que o de contratação local e, com adversidades na adaptação, as empresas passaram a ter perdas de produtividade. “O que fazer com o executivo? Ele não tem como voltar porque sua posição não existe mais”, cita.

A companhia criou um treinamento para expatriados e profissionais que têm de lidar com clientes e fornecedores estrangeiros, focado nas questões multiculturais que podem abranger as negociações. O programa, chamado Cultural Navigator, é voltado para compreensão do outro (até mesmo dentro do país), em como se comunicar com os demais e em como lidar com diversidade e inclusão.

Os alunos aprendem não somente a lidar com o estrangeiro, mas também com culturas organizacionais diferentes, exemplifica a executiva. Para Silvia, o perfil que as empresas mais buscam, hoje, é o do profissional multicultural.

“É o que transita bem no mundo da diversidade, que hoje é traduzida como fomento à inovação, porque traz diferentes perspectivas, favorecendo as boas ideias”, analisa.

O curso tem conteúdo por e-learning e também em encontros presenciais. No país, é utilizado por estudantes de graduação de Relações Internacionais da ESPM e por profissionais de parceiros globais como E&Y, P&G, Deloitte e Novartis, segundo a diretora.

A plataforma provê orientações culturais para o ambiente profissional, como comunicação assertiva, comportamento em negócios globais, liderança inclusiva e diversidade e inclusão. “Há clientes que têm programas de inclusão, então trabalhamos juntos para disseminar essa linha de como você abraça o diferente a fim de inovar”, cita.

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