Estratégias para a boa gestão das empresas familiares pautaram Ciclo de Decisões da Amcham PE

publicado 19/06/2015 11h44, última modificação 19/06/2015 11h44
Recife - Gestão de conflitos, planejamento e sucessão estiveram na pauta do encontro promovido no último dia 17/6
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Gestão de conflitos, planejamento eficaz do processo de sucessão, além do case de empresas familiares bem-sucedidas.  Foram variados e dinâmicos os temas abordados no Ciclo de Decisões: Empresas Familiares, promovido na manhã da última quarta (dia 17) pela Amcham Recife, no hotel Marriott, em Boa Viagem.

O evento foi aberto pelo fundador do Instituto Macro Transição, Eduardo Najjar (Leia mais aqui), que contou os casos que mais costumam atrapalhar a gestão dos negócios familiares e estratégias bem-sucedidas para lidar com os desafios deste tipo de empreitada.

O ciclo também contou com a presença da herdeira do Fran’s Café, Ana Gabriela Dezan. Numa palestra bem-humorada e sincera, ela falou sobre sua preparação pessoal para assumir o comando da rede de franquias, e revelou um ponto pouco falado: a dificuldade que teve para ganhar a confiança dentro da empresa. Ela lembrou que incialmente seus pais eram contra a ideia de ela trabalhar na empresa. “Saía mais cedo da aula e ia para o escritório. Meu pai ficava desesperado”,  brinca. “Tive que tirar minha carteira profissional escondida.” 

Ela revela também a dificuldade que é para o desenvolvimento profissional ter como chefe os próprios pais: “O excesso de zelo às vezes atrapalha. Por mais que os pais sejam profissionais, eles têm dificuldade de cobrar dos filhos. A gente acaba nunca sabendo a qualidade real do trabalho.” Gabriela se diz muito animada com a entrada de um novo sócio no negócio – que não é da família. “Estou encarando isso como um processo de coaching. Fico falando para todo mundo que vou ganhar um chefe.”

Outro case foi trazido pelo presidente do Grupo Orguel, Sérgio Guerra. Ele contou que entre 2002 e 2004 os gestores da família passaram por um PDA (Programa de Desenvolvimento de Acionistas), a fim de se qualificar e aprender mais sobre o assunto. O programa deu frutos e resultou num plano de reestruturação da empresa. Assim, uma série de medidas foi tomada de modo a possibilitar uma administração mais eficaz por parte dos conselhos de administração, de família e de acionistas. Entre elas, a reestruturação societária e a criação do cargo de CEO.

Guerra ressaltou a importância do conselho de família para a gestão harmoniosa da empresa, visto que o conselho determina previamente a taxa de retorno e taxa de risco esperadas, além de manter a família informada sobre os assuntos corporativos e estabelecer critérios definidos para as tomadas de decisão. Participou também o superintendente do grupo Hapvida, André Rosas, que contou o case do grupo. 

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