Investimento em banda larga e aperfeiçoamento da regulamentação são pontos centrais a futuro das telecomunicações no Brasil

por giovanna publicado 23/11/2010 13h05, última modificação 23/11/2010 13h05
São Paulo – Além de exigir investimentos vultosos das companhias em redes de alta velocidade, é preciso lidar com medidas que engessam o progresso, indica presidente da Teleco.
investimento_materia.jpg

Os maiores desafios para o setor de telecomunicações são ampliar os investimentos em redes de banda larga e aperfeiçoar a regulamentação, afirma Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco.

“O País tem o mesmo desafio de outros países, que é construir uma nova geração de redes de banda larga de alta velocidade. Além de exigir investimentos vultosos das companhias nessa direção, ainda existem medidas regulatórias que engessam o caminho e que, se resolvidas, podem acelerar o processo de desenvolvimento”, informou Tude, que falou ao comitê de Tecnologia da Informação e Comunicações da Amcham-São Paulo na segunda-feira (22/11).

No que tange à banda larga, a necessidade de investimentos se faz principalmente pelo boom que a internet móvel tem vivido nos últimos anos em razão da democratização do acesso à web, do surgimento de modems móveis que permitem atender locais aos quais a banda larga fixa não chega, e da popularização dos smartphones com a queda de seus preços.

“O que vemos é o consumidor cada vez mais conectado, seja pela banda larga móvel ou a fixa, utilizando um volume maior de dados. Precisamos agora ter condições de dar esse acesso às classes C, D e E; para isso, serão necessários mais investimentos em redes”, reforçou Tude.

Regulamentação

Quanto à regulamentação, Tude avalia que a legislação atual é antiga e está desatualizada em muitos pontos. Ele destacou, entre as propostas de aperfeiçoamento para o setor, o Projeto de Lei da Câmara (PLC-116), atualmente em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal, que prevê uma nova regulamentação para o serviço de comunicação audiovisual. O texto traz aspectos técnicos e regras para a prática das atividades de produção, programação, veiculação e distribuição de conteúdo às prestadoras do serviço, e estipula sanções em caso descumprimento das normas. Além disso, a proposta assegura direitos aos assinantes desse tipo de serviço.

Para o representante, da Teleco, o PLC traz mudanças positivas, tais como: retirada da restrição ao capital estrangeiro na oferta de serviços de TV por assinatura; e viabilização de licitações para o segmento de telecomunicações, que não ocorrem há mais de dez anos e que têm potencial para estimula o desenvolvimento de novos produtos e serviços.

registrado em: