No mercado global de TI, brasileiro se destaca por criatividade, mas falha em organização

por giovanna publicado 01/03/2011 17h09, última modificação 01/03/2011 17h09
Recife – Nossos profissionais dessa área precisam se tornar mais proativos, recomenda gerente do Instituto Nokia.

Criatividade e capacidade para lidar com imprevistos têm sido os diferenciais dos profissionais nacionais da área de Tecnologia da Informação (TI) no mercado internacional. Na competição acirrada com outros países, principalmente a Índia, a agilidade dos brasileiros ganha destaque. Por outro lado, é preciso avançar em organização e proatividade, analisa Marco Mafra, gerente do Instituto Nokia de Tecnologia.

“Temos a mesma capacidade dos indianos para desenvolver produtos diferenciados, mas não a mesma organização. O brasileiro no mercado externo precisa tomar a frente, ser mais proativo”, comentou Mafra, que participou do comitê de Tecnologia da Informação e Comunicação da Amcham-Recife na quinta-feira (24/02). Ele trabalha há 28 anos no segmento de TI e já atuou na Austrália e na Noruega.

Para Mafra, as grandes empresas, que subcontratam mão de obra fora de seus países, têm visto a Índia como foco porque lá tudo é mais barato. Além disso, os produtos e serviços desenvolvidos no país apresentam excelente qualidade. “O que o brasileiro pode ofecer como diferencial é sua criatividade, que faz a diferença na qualidade do que for desenvolvido”, completou.

Scrum

Durante o comitê, Mafra defendeu a utilização do scrum, uma abordagem ágil de desenvolvimento de projetos que surgiu na área de TI e hoje é amplamente utilizada por diversos setores.

O scrum é um sistema para desenvolvimento de projetos baseado em ciclos, no qual se trabalha em times para alcançar objetivos específicos. A lista de metas é atualizada diariamente e acompanhada por todos os integrantes da equipe.

“O maior ganho com o scrum é comportamental. As pessoas que procrastinam não conseguem se manter no projeto.  No Instituto Nokia, registramos uma grande diferença de produtividade em seis meses de utilização do scrum”, analisou Mafra.

 

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