Para consultor, desafios e autonomia podem levar talentos para pequenas e médias empresas

publicado 22/07/2014 10h49, última modificação 22/07/2014 10h49
São Paulo – Mauricio Goldstein, da Corall, diz que startups se diferenciam ao criar cultura inclusiva de negócios
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Como as médias e pequenas empresas podem disputar profissionais talentosos com as grandes? Dando autonomia para desenvolver projetos e oportunidade de crescer junto com a organização, responde o consultor Mauricio Goldstein, da Corall. O especialista participou do comitê estratégico de Diretores de RH da Amcham – São Paulo na quinta-feira (17/7), e falou sobre o tema da atração e retenção de pessoal em empresas de menor porte.

“Engajar os melhores pode ser feito através de modelos organizacionais que dão autonomia às pessoas e oferecem desafios instigantes, para que elas consigam mostrar o seu melhor”, detalha Goldstein. Além de consultor, Goldstein é autor do livro ‘Novas organizações para uma nova economia’ (Elsevier, 2014).

O especialista disse que empresas pequenas com crescimento acelerado costumam atrair muitos talentos. Nesse estágio de vida, as empresas estão consolidando o modelo de negócios, e muitos formatos adaptativos de negócios surgem nessa hora.

Como muitas delas surgiram como startups, elas tendem a ser mais inovadoras, acrescenta Goldstein. “O importante é a empresa criar um modelo coerente com sua essência, deixando de imitar outras organizações.”

Tudo isso contribui para criar um clima organizacional desafiante e motivador. Goldstein também destaca que o engajamento é uma coisa intrínseca do profissional, mas a empresa tem que eliminar barreiras burocráticas e operacionais que desestimulam os talentos. “Cabe à empresa oferecer desafios instigantes, conectar a pessoa com o propósito da empresa e ajudá-la a crescer sempre.”

Case Zappos

Goldstein cita o caso da rede norte-americana Zappos, que vende calçados e vestuário pela internet, como exemplo de empresa que conseguiu criar uma cultura organizacional forte e atraente. “Todo mundo se senta em baias no mesmo espaço, inclusive o presidente [Tony Hsieh]. Eles estimulam os funcionários a decorar o espaço com o próprio estilo, de forma a trazer um pouco de si ao ambiente”, exemplifica o consultor.

Com essa atitude, as pessoas acabam criando senso de identidade. “Você se sente um pouco dono do ambiente, e o comprometimento se torna diferenciado. Eles usam o leiaute como forma de engajamento, comunicação e geração de cultura na empresa.”

A Zappos é conhecida no mercado pelo bom atendimento, estratégia que impulsionou o faturamento da companhia de US$ 1,6 milhão para US$ 1 bilhão em menos de dez anos. 

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