Relacionamento colaborativo fortalece clima organizacional

por andre_inohara — publicado 19/04/2011 14h57, última modificação 19/04/2011 14h57
André Inohara
São Paulo – Criação de canais de diálogo entre funcionários e gestores melhora comunicação e possibilita decisões mais rápidas.
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Quando uma empresa começa a perder competitividade por causa de falhas na comunicação e excesso de hierarquização das decisões, está na hora de repensar a cultura organizacional para um modelo que aproxime os funcionários do diálogo e da interação com a alta gerência, diz o consultor Fernando Bandeira, da consultoria de gestão Way/ Amadeus. De acordo com ele, os modelos de gestão colaborativa são ideais para promover esses canais.

“A gestão colaborativa se impõe quando existem entraves ao funcionamento da organização diretamente relacionados com problemas de comunicação, hierarquia excessiva e custos excessivos de estruturas administrativas fora da atividade fim”, comentou Bandeira durante a reunião do comitê Business In Growth (BIG) da Amcham-São Paulo nesta terça-feira (19/04).

A grande vantagem do sistema é a redução dos níveis hierárquicos e o aumento da comunicação, pois a gestão colaborativa consiste em iniciativas gerenciais para estimular o comprometimento da força de trabalho via diálogo e ferramentas gerenciais que medem a interação entre chefes e subordinados, bem como departamentos.

No sistema tradicional, em que a hierarquia departamental tem que ser respeitada, a constatação de um problema precisa ser reportada ao superior imediato. “Ele, por sua vez, acaba avaliando se a questão seguirá adiante, pois talvez prejudique sua avaliação como gestor”, afirmou o consultor.

Peixe Urbano incentiva diálogo

Os benefícios da gestão colaborativa vão além da rapidez das comunicações. Ouvir o que os funcionários têm a dizer produz não só um clima organizacional melhor, mas também senso de identidade. E isso pode fazer toda a diferença na hora em que a concorrência tentar atrair os melhores colaboradores com salários maiores, conta Alex Tabor, sócio do site de compras coletivas Peixe Urbano.

“A concorrência tem assediado bastante nossa equipe de vendas, mas ela está tão identificada com a cultura da empresa que houve apenas um caso de perda de funcionário”, afirma Tabor. Dos 500 funcionários do site, cerca de 350 compõem a força de vendas.

As reuniões quinzenais que a companhia organiza nos principais escritórios da rede (Rio de Janeiro e São Paulo), batizadas de Papo de Peixe, são as ocasiões em que a alta direção transmite os valores da empresa, a situação perante a concorrência e o mercado e projetos futuros, além de ouvir as sugestões dos funcionários.

“Temos uma estrutura hierárquica tradicional (com funcionários, gestores, gerentes e diretores), mas abrimos exceções em relação às comunicações. Criar canais gerará mais satisfação entre os funcionários e permitirá detectar problemas o mais rápido possível”, segundo Tabor.

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