A comunidade importa: veja os melhores negócios sociais da 37ª edição do Prêmio ECO

publicado 02/03/2020 18h48, última modificação 02/03/2020 19h01
Brasil – Projeto Eco Educa, VLI, C&A Modas, CPFL Energia e BRK Ambiental foram as vencedoras desse eixo
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Cinco dos 20 projetos vencedores têm como propósito cuidar da comunidade e pessoas

As pessoas são os principais agentes transformadores tanto da sociedade quanto do meio ambiente. E foi partindo desse pressuposto que cinco dos 20 projetos vencedores do Prêmio ECO Amcham e Estadão nasceram.

Dos 77 inscritos, Projeto Eco Educa, VLI, C&A Modas, CPFL Energia e BRK Ambiental fazem parte dos selecionados para receberem a premiação no dia 04/03 (inscreva-se aqui). Conheça mais sobre os projetos:

 

PROJETO ECO EDUCA

O Projeto Eco Educa nasceu fruto de uma parceria do Magic Gardens, a empresa Native e o grupo de educadores ambientais Ecoar – Educação e Sustentabilidade, com o propósito de promover vivências com o meio ambiente e provocar reflexões significativas, contribuindo para que os cidadãos se tornem protagonistas do desenvolvimento sustentável de nossa sociedade.

O projeto tem como objetivo sensibilizar e empoderar crianças, jovens e adultos sobre as questões complexas da sustentabilidade, para que assim possam desenvolver soluções criativas, colaborativas e transformadoras. A partir de metodologias participativas e integrativas, tais como jogos, dinâmicas, rodas de diálogos e oficinas teórico-práticas, os participantes são conduzidos por cinco espaços pedagógicos (terra, água, floresta, resíduos e energia) durante um dia de visita, tendo como eixo norteador a educação para a sustentabilidade. Além das atividades, o dia de visita inclui refeições naturais, com alimentos prioritariamente orgânicos.

 

VLI

O Programa Atitude Ambiental, da VLI, tem como principal objetivo conscientizar as pessoas para a importância da preservação ambiental e desenvolver ações sustentáveis nos municípios em que a VLI está presente. Com isso, já foram capacitadas mais de 45 mil pessoas em 32 localidades nos estados do Maranhão, Tocantins, Ceará, Goiás, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo.

Além disso, o Programa busca atuar como catalisador de uma mudança de comportamento da relação das pessoas com o ambiente. A iniciativa é desenvolvida em parceria com escolas, cooperativas de reciclagem, prefeituras, secretarias municipais, lideranças comunitárias, associações, agências, conselhos, organizações não-governamentais (ONGs), famílias, e comunidades em geral das áreas de influência da VLI. Empregados próprios e contratados da VLI também participam das atividades.

 

C&A MODAS

Originalmente chamado de SOP – “Supplier Ownership Program”, no Brasil, o Programa consiste na apresentação, treinamento e capacitação dos fornecedores da C&A para que eles sejam os protagonistas do processo de monitoramento da sua própria fábrica e rede de unidades produtivas, realizando, assim, o auto monitoramento. Este processo inclui ainda a validação do trabalho do fornecedor pela equipe da C&A, que também apoia com treinamentos e orientações periódicas.

A companhia entende que esta iniciativa vai além da auto avaliação, pois consiste em uma confiança mútua entre a C&A e seus fornecedores com melhores desempenhos em compliance, que conta com o uso das ferramentas da C&A pelo fornecedor para conduzir esse programa. Atualmente a empresa conta com três dos maiores fornecedores neste programa, que juntos representam cerca de 25% do volume de peças adquiridas pela C&A no Brasil. Para os próximos anos, o objetivo é mapear e integrar mais fornecedores no programa.

 

CPFL ENERGIA

Todas as iniciativas e decisões de investimento na CPFL são ancoradas em três grandes objetivos: proteger, otimizar e gerar valor compartilhado.

Em “Proteger” são incluídas ações para evitar ou provocar o menor impacto socioambiental possível desde o início do desenvolvimento dos projetos, como por exemplo, os estudos de localização para melhor aproveitamento da topografia e angulação para instalação das torres de transmissão; a criação de uma norma técnica que orienta a escolha dos traçados para construção de novas redes de energia que desvie de fragmentos florestais; o uso de drones para evitar o corte de vegetações; poda, remoção ou troca de espécies de árvores que tem potencial de diminuir a segurança às redes elétricas.

O eixo “Otimizar” inclui medidas visando maior eficiência na compensação dos impactos que não puderam ser evitados. Um estudo preliminar estabelece as premissas para implementação dos projetos de compensação: escolha dos biomas, sem sobreposição com outros compromissos ambientais como reservas legais ou Áreas de Preservação Permanente, alinhamento dos projetos com os gestores das Unidades de Conservação, proprietários e órgãos ambientais (como a CETESB, em São Paulo). Os projetos de compensação já são desenhados com as parcerias necessárias.

No eixo de “Gerar valor compartilhado” a empresa foca no desenvolvimento de comunidades locais e no retorno gerado para os negócios, como por exemplo, capacitação sustentável e investimento para agricultores familiares/ locais; mão de obra local; geração de renda; reflorestamento e educação ambiental em territórios indígenas; redução de custos a longo prazo com o uso de tecnologias para implementação de torres, etc.

 

BRK AMBIENTAL

Em 2017 a BRK identificou a necessidade de desenvolver e implantar um sistema de padronização de indicadores e concentração de informações necessárias para popular o Balanço Hídrico capaz de diagnosticar as principais causas raízes das perdas de água e poder direcionar com plano de ação que elevasse a eficiência operacional, realizando um expressivo trabalho de compreender a realidade e necessidade de cada ativo, levando em consideração as particularidades e demandas dos diferentes negócios.

O projeto foi realizado junto ao TI da BRK Ambiental onde foi determinado o escopo pelo comitê de padronização onde se criou um sistema customizado para os indicadores de perdas da companhia, com a prática podendo ser implementada em qualquer nova aquisição do portfólio da BRK Ambiental.

 

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O QUE É O PRÊMIO ECO?

Criado em 1982 pela Amcham, o Prêmio ECO é a primeira ação brasileira de reconhecimento e divulgação de empresas e projetos que caminham para a sustentabilidade. Ele revela anualmente as empresas e startups referência em processos ou em produtos e serviços sustentáveis. Ao longo de três décadas, o ECO mobilizou 3.373 companhias nacionais e multinacionais, três mil projetos de sustentabilidade e 363 premiados.

Desde 2016, o Prêmio ECO é feito em parceria com o jornal Estado de São Paulo. Além de ações conjuntas de divulgação, a Amcham publica conteúdo exclusivo de sustentabilidade no blog Ecoando, sobre as principais práticas empresariais e tendências no universo da Sustentabilidade.